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Já faz mais de uma década que no estado do Paraná a população sofre com os mandos e desmandos a respeito das altas taxas cobradas nos pedágios. Nenhuma ação até agora demonstrou a verdade dos fatos. Promessas, retóricas e bravatas têm sido a tônica de “politiqueiros” que prometem, ameaçam e nada fazem. São cúmplices da sacanagem porque escondem da opinião pública a verdadeira face da concessão das praças de pedágio. Às vezes um maluco fura o bloqueio para despertar a esperança de alguns, mas não passa de simples encenação. É cúmplice também. O que é preciso fazer, ou melhor, trazer a tona, é a redação dos respectivos contratos, além dos nomes de verdadeiros proprietários e seus sócios nas diferentes praças concedidas. Quem se beneficia dos altíssimos lucros arrecadados com as cruéis cobranças? Quais foram às condições de assinatura desses documentos? Quais deputados estaduais participaram desse teatro de enganações? Tudo isto e muito mais precisa ser divulgado. A população do Estado tem o direito de saber quem são os mentores intelectuais e os participantes desse consórcio hereditário que sangra e não estanca. Imaginem o quanto isso representa no aumento e nos custos das mercadorias transportadas pelos caminhoneiros; pelos produtores rurais; pelos viajantes e pelos profissionais liberais? Muitos paranaenses acabam desistindo das viagens de lazer e visitas aos parentes por causa da taxas. As famílias que perderam seus familiares nos acidentes, pela péssima qualidade das estradas, deveriam resgatar indenizações do Estado para que o Governo aprendesse a fazer sua lição de casa. Em outro aspecto, ainda há muita informação escondida nas trevas de gabinetes: Quais as condições de investimentos com as arrecadações? Onde está a lista de benfeitorias? Quais eram as melhorias acordadas à época? Está na hora de se divulgar, por meio da imprensa escrita e digital, toda a redação desses contratos que ludibriam a boa fé de quem paga, desafiam os intelectuais do nosso judiciário e fazem muitos governantes prometerem a alma e não conseguir se desgrudar do diabo. O Paraná como estado de vanguarda em muitas conquistas precisa evitar que alguns pseudogestores sobrevivam de política com atos secretos. Esta situação do pedágio no Paraná ganhou a imprensa mundial, não pelas vidas salvas nos acidentes pelos socorristas, mas pela forma surpreendente de um casamento sem possibilidade de divórcio. Situação de humilhação que exige pagamento à vista e somente em dinheiro. Etapa escura da história paranaense que permitiu o prolongamento dessa vexatória novela sem fim, atingindo a dignidade de quem deveria ter assegurado, pr Lei, seu direito de ir e vir. Memória viva e lembrança fresca serão fundamentais para que possamos “dar nome aos bois e as piranhas”. Já passou da hora de termos política sem atos secretos.
* professor universitário e ex-reitor da UEL.

Email e MSN- wilmar_pr2010@hotmail.com

Mestres em nutrição humana explicam os riscos
da ingestão exagerada de agrotóxicos e ensinam o consumidor a se proteger da exposição aos pesticidas

Que verduras e frutas são boas para a saúde, está mais que comprovado, mas a população não sabe, de fato, o que está levando no carrinho do supermercado. Pesquisas apontam que o brasileiro ingeriu, em média, 3,7 quilos de agrotóxicos em 2009. A nutricionista Joana Lucyk, mestre em Nutrição Humana e diretora da Clínica Saúde Ativa (DF) revela: toneladas de produtos comercializados no País sofrem ação de produtos químicos e os males para a saúde são inúmeros.

Não é apenas a questão da ingestão instantânea que pode comprometer o bem estar. É aos poucos que as substâncias inseticidas delimitam a longevidade. “Consumidos continuamente podem causar intoxicação aguda, subaguda e crônica. Na aguda, os sintomas surgem rapidamente, enquanto que na subaguda, os sintomas aparecem progressivamente, com dores de cabeça, de estômago e sonolência. Já a intoxicação crônica pode surgir meses ou anos após a exposição e pode culminar em paralisias e doenças graves, como câncer”, diz a nutricionista Fernanda Damas, que compõe o quadro clinico da Saúde Ativa.

Fernanda explica que as consequências variam de acordo com a quantidade ingerida, a frequência e a via de administração - sendo a oral e a respiratória as mais graves. Até mesmo durante a gestação se a mulher não possuir uma capacidade de destoxificação eficiente, essas substâncias podem acabar atingindo a criança. “Alguns estudos mostram que a elevada exposição a agrotóxicos das gestantes pode impactar o peso do recém-nascido. O leite materno também sofre transformações, com a excreção de substâncias que podem ser passadas à criança”, correlaciona.

O Processo – Joana esclarece que os agrotóxicos são substâncias utilizadas para eliminar pragas e doenças dos vegetais e, em geral, funcionam diminuindo ou aumentando substâncias contidas no organismo como: acetilcolina e aceticolinesterase, responsáveis por controlar a passagem dos sinais nervosos do cérebro para o organismo. A intoxicação por agrotóxicos ou a ingestão de altas concentrações prejudica o sistema nervoso e outros órgãos, como coração, rins e fígado.

De acordo com análises da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os 10 alimentos que possuem maiores quantidades de agrotóxicos são pimentão, morango, uva, cenoura, alface, tomate, mamão, laranja, abacaxi e repolho

DICAS PARA O CONSUMIDOR

- Frutas e hortaliças devem ser lavadas em água corrente, com o auxílio de uma esponja e detergente neutro.
- Folhas externas devem ser retiradas, pois contêm maior concentração de agrotóxicos.
- O ideal é comprar alimentos da safra.
- Frutas com casca fina contêm mais agrotóxicos, por isso, é melhor descascá-las antes da ingestão.
- No caso das carnes, deve-se retirar a gordura e a pele de aves e peixes, já que os agrotóxicos se concentram nessa região.
- O cozimento dos alimentos também auxilia a eliminação dos agrotóxicos.

Paulo Lima
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena

Quando o assunto é plástica, desejo e medo costumam caminhar lado a lado. Enquanto sonham com a harmonia que o procedimento poderá trazer e seu impacto psicossocial, os candidatos à cirurgia podem vivenciar quadros de insegurança. “É natural que o paciente apresente temores, especialmente se é a primeira vez que é submetido a uma cirurgia. Cabe ao médico assistente criar um espaço para o diálogo, apresentando respostas claras, precisas e reais para cada questionamento”, descreve Dr. Fausto Bermeo, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A anestesia é citada como um dos principais fatores de ansiedade. Clínicas bem equipadas e a atuação de anestesiologistas experientes são imprescindíveis à segurança do procedimento. “O grande número de cirurgias plásticas no Brasil acabou formando anestesiologistas que conhecem muito bem as particularidades das plásticas, o que é muito benéfico”, destaca Dr. Fausto. A avaliação pré-cirúrgica criteriosa é outro aspecto importante para a minimização de riscos. “Os exames revelam a condição de saúde do paciente”, comenta o médico.

O medo de sentir dor também ronda a mente dos candidatos. “Hoje, o desconforto de grande parte das cirurgias é tolerável. Mas é necessário deixar claro que há procedimentos que geram um incômodo maior”, afirma. Em especial, ele destaca a lipoaspiração na região das costas e os procedimentos de grande porte – como os que são realizados nos ex-obesos mórbidos “A prescrição de analgésicos colabora para o controle da dor”, explica Dr. Fausto.

As cicatrizes integram a lista de preocupações. “A boa cicatrização não acontece por acaso. Ela advém de cuidados específicos durante a intervenção e da estrita observação das recomendações médicas no pós-cirúrgico”, descreve. O resultado final será visto após de um a três meses. Enquanto isso, o paciente deve manter a região higienizada e sem tensão e deve, ainda, evitar a exposição ao sol.

Um dos mais recentes receios dos pacientes é a embolia. Ela ocorre quando um coágulo formado em uma artéria ou veia se desprende, atingindo um grande vaso ou o pulmão. Mais uma vez a anamnese pré-cirúrgica é vital. Pacientes tabagistas, sedentários, portadores de grandes varizes e as usuárias de contraceptivo oral merecem atenção maior e cuidados redobrados antes, durante e após o procedimento. A incidência é muito reduzida – menos de 0,5%, mas por se tratar de uma intercorrência grave, os especialistas avaliam cuidadosamente os riscos.

Como cada vez mais homens recorrem aos procedimentos estéticos, fica a dúvida se eles têm as mesmas preocupações que as mulheres. “Eles se preocupam sim, mas com aspectos diferentes. Enquanto elas ficam mais apreensivas em relação ao procedimento, eles estão atentos ao resultado final”, conclui Dr. Fausto.

Carla Furtado
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena

O número de vasectomias tem aumentado nos últimos anos e as razões são muitas. A consciência da importância de um planejamento familiar, a praticidade e o baixo índice de complicações são alguns fatores que fazem com que homens de 35 a 45 anos procurem esse tipo de procedimento. De acordo com o urologista Fernando Croitor, da Clínica Miletto, no Brasil é difícil apontar números, pois a vasectomia é realizada, na maioria das vezes, em serviços privados: “Trata-se de um procedimento que integra o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ou consta na cobertura das operadoras”. Para se ter uma idéia, dados estatísticos nos Estados Unidos mostram que cerca de 500 mil americanos que se submetem à vasectomia a cada ano.

Paralelo a esse quadro há uma outra realidade. Com o crescimento de segundos casamentos, cresce também o interesse por filhos com a nova companheira. De acordo com o Vasovasostomy Study Group, aproximadamente 75% dos indivíduos que desejam a reversão são aqueles que estão em um novo relacionamento, enquanto apenas 10% são casais que desejam ter mais filhos. O restante procura a reversão devido a motivos religiosos, perda de filhos, entre outros.

A cirurgia – Segundo Dr. Fernando, para a maioria dos casos de reversão, a vasovasostomia é o procedimento cirúrgico mais indicado. Ela restaura o fluxo de espermatozóides através da ligação dos vasos deferentes, obstruídos pela vasectomia. Em algumas situações - como nos casos de pacientes que apresentam maior obstrução devido ao tempo de vasectomia - é necessário realizar uma outra técnica de reversão conhecida como vasoepididimoanastomose. Trata-se de uma cirurgia mais delicada, que exige experiência em microcirurgia.

Os riscos – Antes da cirurgia, o paciente deve passar por um exame prévio para checar alguns pontos importantes para o êxito da reversão, como o comprimento que ficou entre os vasos deferentes após a vasectomia. “Quanto mais longos estiverem os vasos, maiores as chances da reversão dar certo”, diz o especialista. A incidência de complicações pós-operatórias é baixa. A recuperação é rápida e não exige internação. “Pequenos inchaços, hematomas ou descoloração na área são normais, podendo desaparecer em alguns dias. Para retornar à atividade sexual, o prazo médio é de três semanas”.

O Sucesso – Estudos da Vasovasostomy Study Group, realizados durante nove anos, comprovam os bons resultados da reversão. Cerca de 86% dos homens apresentaram presença de espermatozóides no ejaculado, com uma taxa de gravidez de 52%. “Não podemos esquecer que esses resultados dependem muito do tempo de realização da vasectomia, podendo variar positivamente de 97% - cirurgias realizadas há três anos – a 71% - cirurgias realizadas há mais de 15 anos”, complementa.

O médico lembra ainda que, de acordo com a Lei 9.263 – de 1997, sobre a regulamentação do planejamento familiar, a vasectomia é indicada para homens acima de 25 anos ou, pelo menos, com dois filhos vivos, ou nos casos onde a gravidez do cônjuge poderá gerar risco de vida. “Os homens que devem eleger a vasectomia como um procedimento definitivo, apesar de sabermos que existe a possibilidade de reversão”, finaliza o urologista.

Carla Furtado
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena

Desde a antiguidade o homem busca através de normas e leis estabelecer o equilíbrio na sociedade. Algumas vezes o bom-senso e a razão não são suficientes para sensibilizar pessoas e governantes. É preciso viver na prática a essência de atuar e agir em prol daqueles que esperam nas leis o cumprimento e a perfeita sinergia entre direitos e deveres. De modo destacado, o governo federal fez, e vem fazendo, vultosos investimentos em possibilitar que muitos brasileiros e brasileiras estudem Medicina em países de língua latina, especialmente em Cuba. Por outro lado, o sonho de praticar a profissão esbarra na vaidade de alguns professores e professoras que, revestidos de “deuses e deusas”, não convalidam os respectivos diplomas. São os conhecidos colegiados de cursos das universidades públicas, que, composto por “titulados seres” mostram-se inoperantes em tentar resolver o problema social da saúde pública. Seus membros se intitulam “juízes” e barram o procedimento de regularização dos diplomas conseguidos no exterior. Situação real e anacrônica. No momento em que vivemos a globalização, que permuta cientifica e cultural se fazem on-line, ainda há resquícios de alguns “doutores” em Universidades em querer a realidade longe do que seja plausível. Ora, o curso de medicina em Cuba é sim um modelo de prevenção muito interessante para os países como o Brasil, que vive o ressurgimento de doenças tropicais, algumas de caráter epidêmico, como tuberculose, dengue, febre amarela, sífilis e tantas outras. A negativa de algumas Universidades Públicas na convalidação dos diplomas aos recentes profissionais é muito mais uma insegurança profissional por parte dos que não querem a boa e importante competitividade. A medicina não pode ser um mercado e não deve permitir o corporativismo. Aos “médicos medrosos” que, por vezes, se vestem de beca e capelo, julgam a improcedência e a decência dos diplomas conseguidos em boas universidades fora do Brasil, resta somente aplicar a Lei, ou melhor, o rigor da lei. Por isso, este ato de convalidação dos diplomas obtidos no exterior, precisa ser motivado pelo legislativo, pois se deixarmos para o executivo jamais haverá avanço. Quando alguns seres humanos, de referida classe, mortais como todos, ainda insistem em prevaricar o bem-estar da população pela ganância em não dividir benefícios, está na hora de ações legais. A lei também serve para quem persiste no mau-senso.

* Wilmar Marçal é professor universitário e ex-reitor da UEL./Pr.

Email e MSN- wilmar_pr2010@hotmail.com

Estudo revela como substância usada no revestimento interno de enlatados aumenta a exposição de humanos a interferentes endócrinos
Pesquisadores da Holanda e Grã Bretanha descobriram que resíduos de bisfenol reagem com açúcares, proteínas e outras pequenas moléculas como, por exemplo, o etanol da cerveja. A pesquisa publicada no
Journal of Agricultural and Food Chemistry, de março de 2010, explica que essa reação do bisfenol dá origem à formação de novas moléculas que podem ser absorvidas pelo corpo e prejudicar o sistema endócrino.
O bisfenol encontrado nas latas é do tipo badge (abreviação para bisfenol A diglicidil éter). Assim como o bisfenol A, o badge também interfere no bom funcionamento do organismo. Estudos científicos já associaram o bisfenol A à doenças como o câncer de mama e de próstata, distúrbios no coração, obesidade e hiperatividade. Além disso, os pesquisadores também apontaram problemas para os fetos, afetados durante a gestação, e para crianças pequenas que podem ter suas funções endócrinas prejudicadas.
O novo estudo avaliou a reação do badge em dois tipos de alimentos enlatados, atum em óleo de girassol e purê de maçã, e em três tipos de cervejas. A descoberta revela como é crítico entender a extensão da migração de químicos de revestimento de embalagens alimentares para o conteúdo interno da lata e para compreender o que acontece com esses compostos ao interagirem com alimentos e bebidas.
“Este estudo é importante por causa das implicações para a segurança alimentar”, diz Evan Beach, cientista químico da Universidade de Yale. De acordo com Beach, a União Europeia baseia sua regulamentação no quanto o badge pode migrar para alimentos a partir de sua reação com a água. Mas só 26% das moléculas de badge que desapareceram da lata foram encontradas na água. “O que significa que o restante continuava nos alimentos e na cerveja, contaminando-os.”
Há dez anos a indústria japonesa retirou voluntariamente o BPA do revestimento interno de latas e com isso conseguiu reduzir em 50% a exposição dos consumidores ao bisfenol A. Canadá, Dinamarca, França e Costa Rica, além de cinco estados americanos, três cidades do estado de Nova York e a cidade de Chicago restringiram o uso de BPA em certos produtos infantis como mamadeiras e no revestimento interno de latas de leite infantil.
No Brasil, a Anvisa afirma que recentemente discutiu com os países membros do Mercosul o uso de aditivos em embalagens e equipamentos plásticos. “O limite estabelecido foi o de 0,6 miligramas do produto para cada quilo da embalagem. Dentro desse parâmetro, a substância não oferece risco para a saúde da população”, disse, em nota.
A utilização do bisfenol A para a fabricação de recipientes de plástico, como mamadeiras e copos para bebês, está sendo questionada pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com informações da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão, divulgadas nesta segunda-feira, foi instaurado um Inquérito Civil Público para investigar os efeitos nocivos à saúde das pessoas expostas à substância. Segundo o MPF, o objetivo do inquérito é solicitar a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informações sobre a regulamentação da utilização do bisfenol A, além de um levantamento de estudos sobre os aspectos que podem trazer danos à população.
Alternativas – Pesquisadores já identificaram vários substitutos para o BPA no revestimento interno de latas. Algumas empresas como Eden Foods, fabricante de produtos naturais e orgânicos já oferecem enlatados BPA-free. A General Mills, outra grande empresa americana do ramo de alimentos, começou a vender tomates em latas sem bisfenol. Também existem outras embalagens livres de BPA, como o vidro e alguns plásticos não tóxicos. Essas substituições mais seguras ajudariam a quebrar o ciclo de contaminação química e a enorme quantidade de problemas de saúde associadas à exposição crônica e diária ao BPA.

Textos originalmente publicados no Environmental Health News, Greenbiz.com e Sience Daily

http://www.otaodoconsumo.com.br/

Em outras épocas, quando educar era construir cidadania, a falha, o erro e as atitudes erradas, especialmente numa criança, eram corrigidas com a punição da palmada. O tempo passou, a população aumentou e os costumes mudaram. E como mudaram! Porém, cada pai e cada mãe sabem muito bem educar seus filhos. O estado não precisa interferir, exceto em situações onde as crianças correm riscos. Mas isso são outros quinhentos, como diziam nossos queridos antepassados.

O foco atualmente é debater outra situação, muito comum nas cidades hoje em dia, sobretudo nas grandes cidades, como é, por exemplo, o caso de Curitiba e região metropolitana. É preciso discutir e encontrar melhores soluções para uma situação muitas vezes injusta: a indústria das multas de transito. O que se percebe nos dias atuais é uma voraz intenção premeditada de punir, punir e punir. Porém punir com a força da arrecadação. Há centenas de radares na capital paranaense com o propósito evidente de arrecadar. Isso mesmo: arrecadar. Nada de educativo. Os “entendidos” em sistema viário só enxergam os ponteiros das cifras. Não são capazes de aceitar que há situações de risco, onde muitas vezes se acelera para fugir de perigos e assaltos. Não propagam campanhas educativas em localidades vulneráveis. Não divulgam ações que possam envolver as comunidades em mutirões de aprendizado. Só querem as faturas pagas e o dinheiro em caixa. Os “especialistas” do transito, muitas vezes com canetas pesadas, mas nenhuma experiência técnica, só elaboram as planilhas das previsões de arrecadação. Nada de prevenção. Esquecem ou fingem que não sabem que a cidade cresceu, o número de veículos muito mais ainda e que a geometria das ruas e avenidas são as mesmas. É um fluxo exagerado em locais estáticos. Não há milagres. Faltam consciência e paciência de nossos gestores. Acham que punir com multas vai melhorar a educação no transito. Ora, ledo engano. O próprio nome já diz: educação significa educar com ação. Enquanto tivermos as intenções obscuras das vultosas quantias nos cofres, originadas pelas incontáveis multas, sobretudo em épocas de eleições, não teremos sucesso em melhorias. Se ainda persistir essa demanda maldita de recolher, vamos reagir e também formar um mutirão do esclarecimento. Vamos recolher também. Recolher informações tais como: para onde vai todo esse dinheiro originado das multas? É bem possível que uma auditoria séria nas arrecadações e circunstancias que as mesmas são elaboradas possam responder a essa e tantas outras perguntas e dúvidas. A população deve se unir sim, cobrar dos representantes o destino dessa sangrenta e contundente mania de punir pelo bolso. Educação e bom-senso são fundamentais e nós gostamos. Honestidade com o dinheiro público, mais ainda.

* Wilmar Marçal é professor universitário e ex-reitor da UEL./Pr.

wilmar_pr2010@hotmail.com

Por Wilmar Marçal

Decepção e frustração. Esses são os sentimentos atuais e remanescentes de quase todos brasileiros sobre a concessão de liminares, por parte do poder judiciário, aos candidatos “fichas-sujas”. A forma interpretativa de qualquer juiz que concede esse tipo de benefício e imunidade aos maus políticos, sempre será fruto de análise subjetiva, com a frieza das letras que compõem as Leis. Alguns pareceres jurídicos são tão difíceis e enfadonhos para ler que acabam desmotivando o entender. Doutores da escrita nem sempre se fazem claros e pelas sombras dos argumentos “legais” atenuam o que deveria ser eliminado.

A grande demanda de processos que tramitam nos fóruns brasileiros, reflete bem que a “matilha de lobos politiqueiros” é a grande beneficiada pelos “habeas corpus constantis”. O sistema é de embromação (ou embromation) e com isso as quadrilhas de alguns parlamentares vão se perpetuando pelas reeleições. Em vários estados da federação, guardado o devido respeito e proporção, a Assembléia Legislativa está mais para um referencial de capitania hereditária do que propriamente para uma escolha bem feita. Supõe-se que a continuidade nas urnas vem sendo praticada pelos “altíssimos investimentos” na conta de alguns prefeitos e vereadores. Basta percorrer as localidades e perguntar pelas “lideranças”. Um arranjo bem orquestrado e com muita disposição de gastos. Uma vergonha para a democracia. Por isso é hora de reagir e agir. A reorganização comunitária, popularizando a boa e verdadeira informação é preciosa conduta contra a indústria do nepotismo eleitoral e contra os usurpadores da boa fé dos povos. A mídia digital, decente e verdadeira, é e sempre será imprescindível, inclusive nas eleições de 2010. Se por um lado não conseguimos limitar as liminares, por outro temos nas mãos uma força imensurável pela mudança, se possível em 100% dos deputados. Com ação e determinação vamos varrendo a sujeira. Cada um começando pela frente de sua casa, sem esperar benefícios ou moeda de troca por isso. A população é do tamanho do sonho de cada um de seus componentes. A população não precisa e não depende de nenhum juiz, mesmo que alguns usem canetas de ouro. A população de bem tem, sim, é muito juízo. Basta colocá-lo em prática.

* Wilmar Marçal é professor universitário e ex-reitor da UEL./Pr.

wilmar_pr2010@hotmail.com

Vem aí mais uma data instituída para alertar a população para os benefícios das práticas preventivas: 10 de julho é Dia Mundial da Saúde Ocular. Entre os esforços mundiais para erradicar as causas de cegueira no planeta, destaca-se o movimento mundial “Visão: 2020: O Direto de Ver”, resultado da parceria entre a OMS e International Agency for Prevention of Blindness.

“A verdade é que oito em cada dez casos de perda da visão poderiam ter sido evitados. A questão é que algumas patologias oftalmológicas são assintomáticas e outras, quando se manifestam, costumam estar em estágio avançado. Ainda falta informação para grande parte da sociedade, que procura assistência quando é tarde demais”, destaca Dr. Renato Braz, diretor do Hospital de Olhos Inob, em Brasília. Visitas anuais ao oftalmologista fazem a diferença para os adultos. É através do exame clínico e de testes complementares, como a aferição da pressão intraocular, que se verificam eventuais alterações.

A catarata, principal causa de cegueira no Brasil, é curável graças aos avanços no campo da microcirurgia. Outras doenças podem ser controladas a partir da detecção precoce e do acompanhamento especializado. São elas: glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia diabética.

Na infância, a atenção não deve ser minimizada. Os cuidados iniciam-se na gestação, pois durante sua formação a criança pode ter a visão afetada por uma série de fatores. A catarata congênita é a principal causa de cegueira infantil. Embora ela possa ter caráter hereditário, muitas vezes está ligada ao contágio por rubéola ou a outras doenças infecciosas. Ou seja: basta o devido acompanhamento pré-natal, com a observação das recomendações médicas, para que a mãe proteja a visão de seu filho. Vale destacar também a importância do Teste do Olhinho, realizado pelo pediatra ou pelo oftalmologista, logo apos o nascimento. O exame verifica a presença de leucoria - mancha branca no olho - e descarta problemas congênitos. Todo recém-nascido deve realizá-lo.

É importante esclarecer também que toda criança deve realizar sua primeira consulta oftalmológica entre dois e três anos de idade, mesmo que não apresente sintomas. “Outro cuidado relevante, diz respeito aos pequenos em fase escolar. Todos devem ser submetidos ao exame de acuidade visual. Os defeitos refrativos – miopia, hipermetropia e astigmatismo – também protagonizam a perda visual quando não são corrigidos no momento certo”, enfatiza Dr. Renato.

Carla Furtado
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena

É dada largada para o Mc Dia Feliz 2010

Mais de 100 instituições apoiadas em todo o país. Mais de R$ 100 milhões arrecadados e destinados a projetos desde 1988. Esperança e uma melhor qualidade de vida para 30 mil crianças, adolescentes e familiares anualmente. Trinta mil voluntários mobilizados só no último ano. Os números são do McDia Feliz, maior campanha em prol do combate ao câncer infantojuvenil no Brasil, que neste ano chega à sua 22ª edição.
Junho marca o lançamento nacional do McDia Feliz 2010, ação coordenada pelo Instituto Ronald McDonald, e o início da venda dos tíquetes antecipados de Big Mac.

Os tíquetes antecipados podem ser adquiridos nas instituições parceiras do Instituto Ronald McDonald de 17 de junho a 27 de agosto ao valor de R$ 8,50 cada. E no McDia Feliz, em 28 de agosto, cada cupom deverá ser trocado por um sanduíche Big Mac em um dos 577 restaurantes da rede McDonald’s no Brasil. A venda dos tíquetes antecipados representa uma importante parcela na arrecadação total da campanha McDia Feliz, composta ainda pela venda de sanduíches Big Mac no próprio dia, isoladamente ou na promoção (exceto alguns impostos), além de produtos promocionais. Em 2009, foram vendidos mais de 700 mil tíquetes antecipados. Para este ano, a expectativa é chegar a 1 milhão de tíquetes vendidos antecipadamente.
Ao longo dos últimos 21 anos, os recursos obtidos com o McDia Feliz têm viabilizado a implantação de unidades de internação, ambulatórios, salas de quimioterapia, casas de apoio e unidades de transplante de medula óssea, entre outros projetos em benefício de crianças e adolescentes com câncer. “São muitas as realizações ao longo desses anos e elas são de cada um de nós. Por isso, todos nós devemos nos orgulhar de fazer parte desta história e saber que o nosso trabalho e o de milhares de parceiros vêm contribuindo para gerar mais e mais sorrisos em prol da vida. Esse é o nosso compromisso: com a vida”, afirma Francisco Neves, superintendente do Instituto Ronald McDonald.
Como adquirir os tíquetes antecipados
Quem quiser contribuir com a luta contra o câncer infantojuvenil poderá comprar os tíquetes antecipados Big Mac na instituição participante em sua localidade. A consulta às instituições participantes pode ser feita pelo site www.instituto-ronald.org.br. Empresas também podem aderir à causa encomendando cupons para clientes e funcionários. Neste ano, os recursos da campanha serão investidos em 69 projetos, de 58 instituições em todo o país.
Trocando Big Mac por sorrisos
Todo último sábado de agosto acontece a maior campanha de arrecadação e mobilização da sociedade em prol do combate ao câncer infantojuvenil no Brasil, o Mcdia Feliz. A campanha é um sucesso graças à participação fundamental de funcionários, franqueados e fornecedores, além da mobilização de cerca de 30 mil voluntários que incentivam a sociedade a abraçar a causa da luta contra o câncer.
O McDia Feliz é o dia de maior movimento no ano nos restaurantes McDonald’s. Em 2009, apenas no dia 29 de agosto, foram vendidos mais de 1,3 milhão sanduíches Big Mac em todo em todo o país, o que contribuiu para a arrecadação recorde de R$ 11,7 milhões

Apoio: Planeta Voluntários

Instituto Ronald McDonald

Site Oficial as Campanha: http://www.instituto-ronald.org.br

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