Março de 2010
Arquivo Mensal
Qua 31 Mar 2010
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças infecciosas que afetam a córnea são responsáveis por 25% das causas de cegueira no mundo. A ceratite figura entre as principais infecções nessa região ocular e suas causas são atribuídas a ação de vírus, fungos e bactérias. Também se manifestam como reação a antibióticos, falta de higiene ou traumas oculares. No entanto, segundo o oftalmologista Vitor Saques Neto, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), detectar precocemente os sintomas da ceratite e iniciar o tratamento o mais rápido possível é a única forma preservar a visão.
Sintomas – Muitos sinais da ceratite variam conforme a causa, mas “a vermelhidão, lacrimejamento, dor intensa na região ocular, visão turva, secreção ocular amarelada e forte sensibilidade à luz são mais frequentes. Ao perceber esses sintomas, o paciente deve procurar um oftalmologista”, aconselha o especialista do HOB.
Entre as causas da ceratite estão as infecções parasitárias. Nestes casos, os parasitas contaminam os olhos a partir de hábitos pouco higiênicos. “Quando uma pessoa não lava as mãos após usar o banheiro e, posteriormente, esfrega os olhos, pode infectá-los com parasitas. Ou ainda quando usuários de lentes de contato permanecem por tempo prolongado e ininterrupto com esses corretores da visão e não permitem a oxigenação da córnea, aumentam as chances de contrair infecções”, explica o Saques Neto.
Entre outras causas da ceratite estão traumas oculares, os vírus da herpes, rubéola, sarampo e caxumba, alergias e olho seco. Segundo o médico, “aqueles que sofrem de alergias graves ou tem a síndrome do olho seco crônico tem um fator de risco aumentado para desenvolver a ceratite”.
Tratamento – O primeiro passo para começar o tratamento correto é obter um diagnóstico correto. “O tratamento varia de acordo com a causa da ceratite. Se o problema for olho seco, por exemplo, há a indicação de lágrimas artificiais, ou quando há uma infecção bacteriana o tratamento é feito a base de antibióticos. Em casos mais avançados da doença, quando já há úlceras oculares ou perda da qualidade e quantidade da visão, o tratamento cirúrgico ou o transplante de córnea podem ser indicados”, explica.
Saques Neto lembra que os cuidados com a higiene são essenciais para evitar a contaminação dos olhos com bactérias, vírus ou fungos. O médico também adverte que, no caso dos usuários de lentes de contato, o risco de contaminação pode ser reduzido se houver o hábito da remoção das lentes durante a noite e com a limpeza cuidadosa antes de cada utilização.
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Teresa Cristina Machado / José Jance Marques
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Ter 23 Mar 2010
Entenda porque algumas pessoas não
conseguem ver a imagem “saltar da tela” nos cinemas com tecnologia 3-D
A onda dos filmes em 3-D veio para ficar. A reboque de Avatar (EUA, 2009), muitos diretores e produtores de Hollywood prometem lançar cada vez mais películas com a novidade. Mas, infelizmente, algumas pessoas não podem aproveitar o melhor dessa tecnologia, porque não conseguem ver a imagem projetada para fora da telona.
Quando a visão é normal, os dois olhos captam a mesma cena, mas a partir de pontos angulares ligeiramente diferentes. O cérebro automaticamente funde as duas imagens em uma só, gerando a ilusão de uma visão em profundidade ou em três dimensões. A visão em 3-D vista no cinema é formada pelo cérebro, de forma similar à formação das imagens em profundidade que o ser humano experimenta no dia a dia.
“Quando o indivíduo apresenta reduzida acuidade visual em um dos olhos (ambliopia), não consegue realizar a fusão de imagens”, explica Dr. José Geraldo, Chefe do Departamento de Estrabismo e Lentes de Contato do Inob, em Brasília. A ambliopia tem como causas mais frequentes o estrabismo ou erros de refração não corrigidos devidamente. Existe ainda a baixa de acuidade visual por privação causada pela presença de uma barreira que dificulte a chegada da luz à retina de forma correta, impedindo a formação de uma imagem nítida em um dos olhos.
“Para que a pessoa veja em terceira dimensão, ela precisa ter acuidade normal nos dois olhos e, caso apresente, algum tipo de disfunção visual, é fundamental o uso de óculos ou lentes de contato corretivas sob os óculos 3-D”, complementa Dr. José Geraldo.
Daniela Faria
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena
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Sex 19 Mar 2010
O incômodo não tem cura, mas tem controle. Aparece em forma de manchas vermelhas ou semelhantes a espinhas. As mulheres são mais suscetíveis e o sol é um vilão no combate aos surtos.
Pessoas de pele clara que se expõem excessivamente ao sol e dependentes alcoólicos são as vítimas preferenciais de rosácea ocular. A doença, que acomete principalmente a face, pode alcançar os olhos, provocando inflamações na pálpebra (blefarites), na episclera (episclerite), na íris (irite), na córnea (ceratite) e na conjuntiva (conjuntivite).
O paciente com rosácea de pele apresenta lesões na face, muito parecidas com acnes (espinhas), além de manchas avermelhadas que podem atingir os olhos. Quando alcança a região ocular, o paciente apresenta vermelhidão nos olhos, lacrimejamento, sensação de corpo estranho, ardor, embaçamento visual e prurido (secreção). “A origem da rosácea é desconhecida, mas sabe-se que a doença está relacionada a infecções bacterianas, alergias, distúrbios psicossomáticos (distúrbios físicos supostamente causados por fatores psicológicos), desordens gástricas, dietas e, principalmente, exposição excessiva ao sol e o alcoolismo”, alerta o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Mario Jampaulo.
Mulher - O especialista do HOB explica que a rosácea ocular afeta principalmente adultos, com poucos casos em adolescentes. Geralmente, a rosácea ocorre em pessoas que estão entre os 30 e 40 anos de idade, sendo que acomete mais mulheres do que homens. Nelas a doença se manifesta da forma mais branda, enquanto nos homens, o quadro costuma ser mais grave, constata.
A rosácea surge em ciclos de surtos de vermelhidão no rosto, os quais duram pouco tempo e, paulatinamente, prolongam-se até ficarem permanentes. Já a rosácea ocular surge em 50% dos casos, sendo que em 20% das ocorrências, a doença se manifesta exclusivamente nos olhos, acometendo principalmente a pálpebra, a conjuntiva e a córnea.
Diagnóstico – O oftalmologista do HOB alerta que muitos pacientes, quando não orientados, tratam apenas os sintomas da rosácea ocular. “O diagnóstico eficaz é muito importante. Há pacientes que buscam as farmácias e pedem um colírio para olho seco. Eles estão sanando a sensação, mas a doença ainda está presente”, adverte.
Jampaulo aponta pelo menos dois exames complementares para ajudar na detecção da rosácea ocular: o teste de Schirmer e o Rosa Bengala. “O primeiro, é um teste utilizado para definir se um olho produz quantidade suficiente de lágrima para mantê-lo lubrificado. Já o segundo, consiste na aplicação de um corante no olho do paciente que permite avaliar o grau de sofrimento das células superficiais da córnea e da conjuntiva pela baixa proteção da lágrima. Se há pontos secos, eles irão absorver diferentemente o corante, delimitando a área afetada!, explica o oftalmologista do HOB.
Controle – A rosácea não tem cura, mas tem controle. Suas manifestações são tratadas com antibióticos administrados por tempo prolongado. Os pacientes que apresentam o quadro de rosácea ocular devem tomar cuidados especiais com a exposição ao sol e com dietas, além de evitar bebidas alcoólicas para não provocar surtos da doença, explica Mario Jampaulo.
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Teresa Cristina Machado / José Jance Marques
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Sex 19 Mar 2010
68º Encontro Anual da American Academy of Dermatology, recém realizado em Miami, absolveu os banhos de sol entre 10h e 16h, desde que não ultrapassem 10 minutos por dia. Quem conta a novidade é o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional DF, Dr. Gilvan Alves, que participou do evento.
O especialista descreve que foi evidenciada, através de pesquisa, a eficácia da exposição solar nesse período para a absorção da Vitamina D, cujos benefícios são relevantes e incluem prevenção de psoríase e vitiligo. “Trata-se de um remédio natural e, além de tudo, democrático e acessível”.
Não é só a pele que é beneficiada. O organismo responde muito bem à Vitamina D, mais que isso, depende dela. Para se ter uma idéia, ajuda a combater a osteoporose, fortalece o sistema imunológico e previne alguns tipos de câncer, como o de estômago. Estudos recentes mostram que sua deficiência está ligada a maior incidência de deficiência cognitiva e demência nos idosos.
A ingestão da Vitamina D se dá através do consumo de leite e seus derivados, fígado, peixes e alimentos ricos em ômega 3.
Carla Furtado
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena
Qua 17 Mar 2010
Livres dos óculos, as mulheres relatam vários ganhos: liberdade, tempo e autoconfiança são os principais. Na profissão, a mudança pode ser decisiva
Elas chegaram ao mercado de trabalho, de maneira expressiva, na década de 1980. Trajavam terninhos que camuflavam o corpo e usavam do artifício das ombreiras para estar lado a lado com seus concorrentes do sexo oposto. Hoje, as mulheres compõem uma força produtiva que não pára de crescer: dados da Síntese de Indicadores Sociais mostram que entre 1998 e 2008 a presença feminina no universo profissional foi incrementada em 12%.
Longe de disfarçarem a feminilidade, na segunda década do século 21 elas sabem muito bem que além do conteúdo a imagem pessoal é importante na escalada profissional. Auto-estima gera autoconfiança e essa, por sua vez, contribui para a performance. Para a jornalista Lúcia Tormin Molho, 26 anos, deixar 13 anos de miopia para trás foi uma decisão importante para a profissão. “Atualmente, trabalho em redação, mas nada impede que no futuro eu atue na televisão. O fato de não usar mais óculos poderá ser um diferencial”, destaca. Com seis graus de miopia no olho direito e 5 graus no esquerdo, Lúcia optou pela cirurgia refrativa, realizada no Inob em junho de 2009.
Monaliza Vitória Mourão dos Santos Bicalho, 29 anos, abandonou as lentes de contato há pouco mais de um mês. Com a cirurgia refrativa se libertou também de um apelido incômodo: “Me chamavam de pisca-pisca pelo tanto que eu piscava por causa da lente de contato”, recorda. Ex bancária, ela se prepara agora para o curso de sargento do Exército. A mudança de carreira pesou para que optasse pela cirurgia. “Serão quinze dias na floresta em um treinamento pesado, óculos ou lentes poderiam me atrapalhar”, comenta.
Palavra de Especialista - “Ver bem sem a necessidade de acessórios extras é o grande ganho de uma cirurgia refrativa, seja ela para correção de miopia, astigmatismo, hipermetropia e, de maneira mais restrita, determinados casos de presbiopia”, destaca Dr. Henrique Magalhães, chefe do Departamento de Cirurgia Refrativa do Inob. Segundo o especialista, os benefícios não param por aí: “As pacientes relatam ganho de liberdade, de tempo – já que o ritual de cuidar de suas lentes de contato deixa de existir e de segurança para os olhos – com a redução de inflamações e infecções”. Algumas destacam também a economia observada a médio prazo, já que a compra de óculos e lentes deixa de integrar o orçamento.
A cirurgia dura entre três e cinco minutos para cada olho. Após completa explicação e conhecimento do procedimento, a paciente tem a opção de optar pela correção de um olho por vez ou ambos os olhos no mesmo dia. “As estatísticas demonstram que não há diferenças significativas em termos de complicações entre aqueles que fizeram um olho por vez ou os dois ao mesmo tempo, desde que sejam seguidos todos os protocolos de segurança da moderna cirurgia refrativa”, esclarece o médico.
Apesar de ser realizado em um curto espaço de tempo, o procedimento é considerado complexo por demandar indicação perfeita, pré operatório sofisticado e rigoroso, além de um parque tecnológico avançado. Na maioria dos casos, a paciente experimenta sensação de melhora da acuidade visual no dia seguinte à cirurgia, mas o resultado final pode levar até três meses - dependendo do grau corrigido e o tipo de cirurgia realizado. Há contra indicações, que devem ser identificadas pelo médico assistente. A taxa de sucesso chega a 95%.
Toque de Vaidade – Dona de um senso prático aguçado, a jornalista Lúcia acredita que, sem os óculos, a produção ficou mais fácil e mais variada. “Querendo ou não, os óculos são um acessório, não dá para combinar com qualquer brinco ou qualquer roupa. Agora eu não preciso mais me preocupar com isso”, diz aliviada.
Monaliza também destaca a liberdade, a começar pela maquiagem. “Era muito raro usar rímel, lápis e principalmente sombra. Somente para sair à noite e, ainda assim, incomodava muito”. O reflexo na auto-estima é visto com entusiasmo pelo marido, Robemar: “Ele fala: amor, se eu soubesse que o seu astral iria ficar lá em cima, teria falado para você operar antes”.
Quem pensa em seguir o caminho de Lúcia e Monaliza deve procurar seu médico assistente ou um serviço com tradição em cirurgia refrativa, além de buscar todas as informações a respeito do procedimento pretendido e saber se o que ele pode oferecer realmente atende às expectativas. Praticamente todas as operadoras de saúde cobrem a cirurgia a partir de 5 graus, podendo ocorrer autorizações em menor grau, desde que previsto em contrato.
HIGH TECH
Confira os principais avanços na Cirurgia Refrativa:
· Os exames pré operatórios identificam os pacientes de risco com maior precisão.
· Os equipamentos de aplicação de laser propiciam cirurgias cada vez mais seguras e previsíveis.
· A aplicação do laser pode ser personalizada, o que permite a correção de aberrações ópticas que no passado não podiam ser sanadas.
· O uso de mitomicina intraoperatória possibilitou a correção de graus mais elevados.
· O crosslink de colágeno permitiu adicionar uma maior resistência a córneas mais frágeis.
Carla Furtado
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena
(61) 3326 2066 e (61) 8473 3509
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Seg 15 Mar 2010
Em tempo de grandes investimentos na imagem pessoal, a gestação pode gerar ansiedade em algumas mulheres, especialmente naquelas que rotineiramente travam uma batalha com a balança. Com o nascimento do bebê, são deixados de 5 a 6 quilos para trás, mas os demais vão demandar alguns cuidados para desaparecer. “Nesse aspecto, sempre largam na frente aquelas que mantiveram uma rotina de atividade física durante a gravidez”, ressalta Ana Cléia Fonseca, professora da Contours, rede de academias para mulheres.
Deu Positivo - Logo após a confirmação, a gestante deve consultar o médico para verificar se pode realizar exercícios e que modalidades são indicadas para o seu caso. “Mesmo aquelas que já mantêm a prática regular devem ouvir seu obstetra”, complementa Ana Cléia. Uma vez liberados, os exercícios devem ser monitorados por um profissional de educação física, especialmente no primeiro trimestre da gravidez.
Usualmente são indicados 30 minutos de atividades, 5 vezes por semana. Os benefícios ultrapassam a manutenção do peso saudável: “Mulheres que se exercitam tendem a ter um melhor trabalho de parto. Além disso, o exercício melhora a circulação; reduz os riscos de diabetes gestacional, complicações obstétricas e trabalho de parto prematuro; e diminui a sensação de fadiga”, destaca a professora de educação física. Completam o rol de vantagens a melhora na auto-estima e redução da ansiedade – típica dessa fase feminina.
É importante que a cliente informe à academia e ao instrutor que está grávida. “Na Contours, elas participam do circuito, que engloba atividades aeróbica e de musculação. Contudo, os exercícios são adaptados e cada cliente é acompanhada de perto”, descreve Ana Cléia. A academia orienta ainda que as grávidas busquem orientação nutricional. “Essa dobradinha é imbatível para quem quer viver a gravidez de maneira saudável”, explica a professora.
Após o nascimento do bebê, o retorno à academia é muito importante para a correção da flacidez abdominal e do contorno do corpo, mas requer liberação médica. Normalmente ocorre em duas semanas após o parto normal e em seis semanas quando a paciente é submetida à cesariana. Seja qual for o procedimento, quanto antes a atividade física for retomada, mais rápida será a resposta.
Carla Furtado
AthenaPress | Unidade do Grupo Athena
Qui 4 Mar 2010
Calor, alimentação inadequada e suor são fatores que potencializam a oleosidade da pele. Quando esse excesso beira os olhos e atinge a pálpebra, o risco de desenvolver triquíase é grande. “A triquíase é a alteração na direção dos cílios, que passam a entrar em contato com os olhos”, explica a oftalmologista Patricia Moitinho, especialista em pálpebras do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).
A triquíase é causada, muitas vezes, pelo aumento da camada oleosa sobre a pálpebra podendo levar à blefarite, a inflamação dessa região. A alteração incomoda bastante seu portador e pode agredir de forma definitiva a córnea se não for tratada adequadamente, alerta a médica.
Um dos sintomas mais evidentes no quadro de triquíase é a sensação de areia nos olhos causada pelo atrito entre os cílios e a córnea e conjuntiva. Segundo a especialista, a constância deste contato cílios/córnea pode favorecer o aparecimento de vermelhidões oculares, conjuntivites, ceratites (inflamações na córnea) que evoluem, em alguns casos, para um quadro de úlcera nessa região ocular.
Causas – Pessoas com tendência a apresentar pele oleosa, seborréia (caspa) podem desenvolver o quadro de blefarite com mais frequência, causando a granulação nas pálpebras e a inversão dos cílios. Há também casos de pessoas que sofreram traumas ou cortes nessa região e passaram a ter os cílios invertidos. Além disso, os tumores palpebrais também podem favorecer ao surgimento da triquíase. O diagnóstico é feito por meio de um exame de rotina com um oftalmologista, esclarece Patrícia.
Muitas vezes a triquíase é confundida com outra doença palpebral: o entrópio, por exemplo. “Esse caracteriza-se pela inversão da pálpebra e não somente dos cílios, mas pode causar os mesmos danos à córnea já que também há o atrito entre os pelos da pálpebra e a superfície ocular”, alerta. Existe ainda o ectrópio, o oposto do entrópio, ou seja, no desalinhamento da pálpebra inferior, voltando-se para fora. Com isso, descreve a médica, há um fechamento irregular das pálpebras e a distribuição das lágrimas não acontece de forma eficaz. Pessoas em idade mais avançada apresentam com maior frequência tanto o entrópio quanto o ectrópio, constata.
Epilação – Segundo a especialista do HOB, o tratamento mais adequado para a triquíase é a epilação. “Trata-se da retirada dos cílios com cauterização do folículo piloso (raiz do pelo) para evitar que nasça novamente”, explica. Patrícia alerta ainda que diante do incômodo gerado pelo atrito entre os cílios e a córnea, algumas pessoas passam a retirar os pelos com pinças. “Isso é perigoso”, adverte. O hábito de retirar os cílios com a pinça faz os pelos crescerem mais grossos e causarem danos ainda mais expressivos à córnea.
Cuidados – Entre os cuidados que podem ajudar a evitar a oleosidade na região palpebral, amenizar os efeitos da blefarite e impedir o surgimento da triquíase estão:
• Manter as mãos limpas e unhas aparadas quando for fazer a limpeza da região ocular;
• Evitar ingestão de alimentos gordurosos;
• Fazer a limpeza frequente das pálpebras. Em caso de inflamação, aplicar compressas mornas sobre as pálpebras fechadas, durante 2 a 3 minutos, pelo menos duas vezes ao dia;
• Em caso de inflamação nas pálpebras, não use maquiagem, pode agravar
Teresa Cristina Machado / José Jance Marques
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