Seg 22 Fev 2010
Cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam alterações oculares. Pais e professores devem aprender a reconhecer os sintomas
Com o início do ano letivo, além da lista de materiais, os pais devem ficar atentos à saúde ocular dos filhos. Isso porque, segundo a Organização Mundial da Saúde, 20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão. Também são as alterações oculares as responsáveis por 22,9% dos casos de desinteresse pelos estudos, de acordo com registros do Ministério da Educação.
Os sintomas em sala de aula são clássicos: as crianças podem apresentar dispersão, dificuldade para enxergar o conteúdo do quadro, lentidão ao copiar as informações e, em alguns casos, chegam a aproximar livros e cadernos para conseguir ler e escrever. De acordo o oftalmologista José Geraldo Pereira, Inob – em Brasília, os professores devem estar preparados para identificar eventuais problemas.
Já os pais, podem observar - além de queda no rendimento ou desinteresse pela escola – alguns outros sinais. A aversão à luz, o lacrimejamento excessivo, olhos mantidos fechados por muito tempo, olhos vermelhos e com secreção, tremor ocular, dor ou coceira também são merecem atenção. “Diante de qualquer alteração, a medida é procurar um especialista o mais rápido possível”, destaca.
Mas, esperar a manifestação de sintomas não é o caminho ideal. Oftalmologistas recomendam que todas as crianças sejam examinadas nos primeiros meses de vida e também ao completarem um, dois, quatro e seis anos. A partir daí, visitas a cada dois anos são suficientes para o adequado monitoramento. “O diagnóstico precoce preserva a qualidade de vida da criança e evita que alguns problemas tragam prejuízo maior na fase adulta”, conclui o especialista.
Carla Furtado
AthenaPress
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