Cerca de 50% das mulheres acima de 50 anos
têm algum grau de incontinência urinária
Doenças do trato urinário atingem mais mulheres do que homens, mas na hora de procurar assistência poucas sabem que o urologista é o especialista indicado. “No Brasil, ele ainda é erroneamente associado ao médico que cuida do aparelho reprodutor masculino, como é o ginecologista para a mulher. Na verdade, cabe ao especialista tratar do aparelho urinário masculino e feminino, além do genital masculino”, explica o urologista Ricardo Monteiro, do Programa Total Care, da Amil Brasília.
A incontinência urinária, por exemplo, é uma das doenças urológicas que mais atingem mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% da população feminina brasileira apresentam o distúrbio, que é caracterizado pela perda involuntária da urina. Após os 50 anos, a incidência sobe: cerca de 50% das mulheres sofrem de algum grau de incontinência.“Os principais fatores de risco são: questões anatômicas, idade, multiparidade (vários partos), obesidade, sedentarismo e tabagismo”, explica Dr. Ricardo. Já as
O tratamento inicial não é feito por cirurgia, como muitos acreditam. Indica-se a fisioterapia urogenital – tratamento clínico que pode ou não ser acompanhado da prescrição de medicamentos. “A definição da conduta terapêutica depende da avaliação clínica da paciente, seu histórico clínico e do resultado do estudo urodinâmico, que é o exame que indica a causa da incontinência”, elucida o médico.
Na Linha de Risco – As mulheres são mais propensas a infecções bacterianas do trato urinário inferior – essas alterações chegam a ser até 20 vezes mais frequentes nelas do que neles, especialmente naquelas com vida sexual ativa.
A falta de informação pode causar demora no diagnóstico de diferentes patologias. Esse atraso agrava infecções, além de piorar problemas como a obstrução do sistema de drenagem da urina - o que em casos mais graves ocasiona até a perda de um rim. Usualmente, elas buscam o ginecologista primeiro. Esse especialista assiste os problemas mais simples, mas costuma encaminhar ao urologista para investigação e diagnóstico.
Carla Furtado
AthenaPress
Todos os valores devem ser desafiados. Nada é pétreo. Tudo deve ser questionado e reavaliado com o fim de libertar nossas mentes .
Abra os olhos e acorde para uma viagem ao limite da linguagem e da existência. Viagem esta, que pede um abandono de seus conceitos, preconceitos e ideologias. E leve somente o seu pensar com suas perguntas.
O primeiro passo nesta jornada é perguntar-se: tenho uma verdadeira percepção da realidade através dos meus sentidos?
Será que posso confiar na minha percepção da realidade?
Todos nos temos a mesma visão da realidade?
O que é real e o que é ilusão?
Será que percebo as coisas como realmente são?
Fazer tais perguntas pode até ser estranho a primeira vista, mas repare nos exemplos a seguir como nossa percepção da realidade pode ser alterada facilmente.
Você já deve ter visto aquelas figuras de ilusões de ótica, que se cria à ilusão de movimento e se altera também, tamanho, forma e cor de modo estranho. Um bom mágico sabe da mesma forma que os nossos olhos podem ser enganados com um bom jogo de espelhos. Além disso, temos sonhos tão reais que ficamos na dúvida se estamos acordados ou dormindo, drogas que nos fazem sentir a realidade de outra forma e até os sentimentos, que dependendo do estado de humor, a realidade pode ser linda como um sonho ou desgraçada como o inferno. Veja como muitas vezes nossos olhos e todos os outros sentidos sentem coisas tão diferentes em relação à mesma coisa.
Essa facilidade de poder alterar a realidade é por que não enxergamos com os olhos e sim com o cérebro. Os olhos só transformam a luz em impulsos nervosos. O cérebro é que entende a imagem da maneira que foi “programado”. Então, a sua percepção de um objeto, não é o objeto em si e sim uma imagem criada pelo nosso cérebro. Neste contexto, o que existe é a nossa percepção do mundo e não o mundo em si.
Essa idéia pode ser muito difícil de acreditar, contudo é ao mesmo tempo praticamente impossível de contesta-lá. Pense comigo. Como é o mundo fora de seu cérebro? Imagine vivendo a realidade sem os olhos para ver, os ouvidos para ouvir, como este mundo se apresentaria para você? Entendeu agora, que o mundo fora do nosso cérebro não tem cheiros, gostos, sons, texturas e até mesmo emoção e razão. Só o que há é matéria e energia sem o menor significado, a nossa mente é que evoluiu para impor uma interpretação específica da realidade de acordo com nossas necessidades.
Nada no universo é, por exemplo, vermelho ou verde em si. O que existe são ondas eletromagnéticas de determinadas freqüências que são captadas pelos nossos olhos e interpretadas de modo a facilitar uma identificação. Assim, objetos que emitem determinadas ondas são chamados de vermelho, e outras com ondas quase nada menores, são chamadas de verde apenas para facilitar uma identificação e diferenciação dos objetos. Para ficar mais claro, quero citar uma anomalia que ocorre em algumas pessoas, o daltonismo, que é a incapacidade para diferenciar cores, ou perceber certas cores, em especial o vermelho. Ou seja, uma pessoa normal ver um objeto de uma cor e uma pessoa daltônica ver o mesmo objeto de uma cor diferente. Isso mostra que as cores não existem, o nosso cérebro é quem nos faz ver desta forma, fora dele não passa de uma simples onda eletromagnética que pode ser interpretada pelo nosso (ou por outro) cérebro de qualquer forma.
A evolução também permitiu adaptamos nossas emoções ao que é benéfico para nós. Assim, as substâncias emitidas por comidas podres são fedorentas para nós e com isso evitamos as bactérias que estão no alimento. O açúcar fornece energia, por isto é gostoso. O sexo é prazeroso por que perpetua a espécie.
Temos que ter em mente também que, nossos sentidos são extremamente limitados. Por exemplo, não vemos todas as cores da escala de coloração e não ouvimos todos as freqüências de sons.
Então, a realidade que vemos nada mais é do que nossa percepção do mundo, no qual, os sentidos e o cérebro influenciam diretamente nesta percepção. Concluímos que: somos prisioneiros dos nossos olhos, não podemos ver como o mundo é realmente, e sim como ele é para nós. O mundo, não passa de uma sensação limitada, que o nosso cérebro interpreta.
Aquilo é, porque dizem que é
Está parte do texto acabará revirando aqueles que se sentem acomodados em uma tradição de valores que lhes possam fornecer uma resposta, um sentido de vida, mesmo que tais valores sejam apenas uma criação, uma invenção deles mesmos, que é sustentado por séculos como verdade.
Os valores são tudo aquilo que você deposita valor, como Deus, céu e inferno, família, filhos, trabalho, dinheiro, diversão, tradição, ideologias, amor, igreja, e as supostas verdades. Ou seja, é a nossa noção de certo e errado, bom e mau. E eles, os valores, fazem toda a diferença na hora de decidir ajudar ou não um amigo, ser leal ou infiel à namorada, demitir ou dar mais uma chance ao empregado. Assim, os valores estão sempre te ajudando nas suas decisões.
Dado este segundo passo nesta viagem, abrimos caminho para uma crítica dos valores estabelecidos, analisando o valor dos valores. Então, pergunta-se: Qual o verdadeiro valor dos valores?
Você viu no começo, que fora de nosso cérebro só há átomos e mais nada. È a nossa consciência que cria sentido para um amontoado de matéria e energia. O que vamos discutir aqui é o sentido, o valor que você dar a este mundo sem sentido. Para ficar melhor de entender preste atenção neste exemplo (que é uma história verídica).
“Uma seita acreditava que como sentido de suas vidas eles tinham que cometer suicídio na passagem do cometa Halley, que para eles era uma nave extraterrestre que iria pegar suas almas para leva-los ao paraíso”. Agora se pergunte: qual o valor deste valor? Todas as pessoas com um pouco de consciência iriam dizer que tal valor é desprezível. Pois ao analisar tais valores, estes não valorizam a vida e a felicidade humana.
È preciso ter em mente que os valores não são eternos, eles não foram entregues a nos por nenhum deus. Nós os criamos ao longo de nossa história. Não seja do tipo que vive preso ao passado, acorrentado pela tradição, em uma forma de vida que repousa na memória e renega o presente. Não fique cego como estes fanáticos que desgraçam com o mundo, com suas podres verdades.
Temos que ter consciência, que os valores nada mais são que uma interpretação feita de uma outra interpretação. Ou seja, se alguém te explica que amor é tal coisa, você fará uma interpretação daquela interpretação que tal pessoa fez do amor. Por este motivo, não há uma coisa a ser interpretada, em vez disso, só o que há são interpretações a serem interpretadas. Este texto, por exemplo, é uma interpretação feita por mim e que agora passa a estar disponível a novas interpretações.
Então, os valores devem ser interpretações que tragam benefícios a vida de todos e a sua própria. Mas tais interpretações não devem ser levadas como verdades, pois toda interpretação é limitada por nossos sentidos e pelo simples fato de que com o tempo surgirá mais interpretação e estas interpretações serão logo em seguida novamente interpretada, e mais uma vez, e outra, e assim por diante, sem uma conclusão. Pois toda interpretação é limitada, sendo assim será ilimitado o número de interpretações.
Isso tudo que já foi escrito nos leva a crer que a vida não tem sentido em si, somos nos que damos sentido a ela. Então, se nós é que damos sentido, temos que avaliar sempre o sentido que estamos dando a vida, já que a vida é como uma folha em branco, e você é quem escreve sua vida, é você que cria a sua vida, como você quer que seja. Cada um de nós tem uma percepção diferente do mundo, visto que somos diferentes por natureza e sendo assim cada um cria a sua realidade diferente, com um sentido diferente.
Devemos então deixar de lado as barreiras que impedem a visão de outras perspectivas em relação à própria vida. Não ser uma parasita da vida e sim oferecer presentes a ela, presentes estes, que não são nada mais que interpretações com o objetivo de dar sentido a vida. È muita ignorância se restringir a uma única visão, quando há uma vida com tantas possibilidades para serem vividas. E você não deve ter somente uma visão do mundo uma vez que quanto maior o número de olhares distintos que saibamos empregar para ver uma mesma coisa, tanto mais completo será nosso “conceito” sobre ela.
Perceba também, que todos os deuses, todos os céus, todos os mundos, estão dentro de nós. Pois o mundo é uma criação do homem, uma criação de nós mesmos, uma idéia nossa de mundo, isto é, o mundo como idéia. Veja que nossa realidade é criada por nós, pois não existe nada além de átomos e espaços vazios, o resto não passa de opinião.
Podemos concluir aqui que: a realidade é relativa em si, ela apresenta-se diferente em cada perspectiva diferente. E que quando falo em realidade, não estou falando em uma realidade e sim em uma das realidades, pois não há somente uma interpretação do mundo e cada uma destas interpretações influencia na realidade vista, ou seja, o observador influencia no objeto observado. Resumindo: o mundo, não passa de uma sensação e a realidade, nada mais é que uma limitada interpretação criada por nós.
Estamos condenados à improvisação
A realidade e os valores não passam de uma criação limitada nossa. E isso nos leva a afirmar que Deus também é criado por nós humanos, para nos dar leis e assim façamos tudo certo, com medo de algum castigo.
O homem criou Deus, e como sempre suas criações tomaram vida, o resultado foi um Deus criado, que controla nossas vidas e tira nossa liberdade. Isso porque, o próprio homem deseja perder sua liberdade, pois não quer ser responsável por sua vida, ele quer leis e regras que o controlem. Tudo isso em nome de uma sociedade dita segura e pacífica.
Mas o homem está condenado a ser livre, mesmo que ele tente mentir para si mesmo e si iludir, sempre ele será livre e responsável por sua vida e destino, só ele e mais ninguém.
Estamos condenados à improvisação. Somos como atores, que são colocados em um palco, sem termos decorado um papel, sem um diretor, sem um roteiro definido que nos diga o que devemos fazer.
Assim, a liberdade do homem torna-se uma maldição e ele sente-se condenado à própria liberdade. Condenado porque, uma vez atirado no mundo, passa a ser livremente responsável por tudo o que faz (esse sentimento é semelhante ao de um jovem que perdeu o pai autoritário e ainda não sabe o que fazer com a sua liberdade).
Acontece que somos indivíduos livres e nossa liberdade nos condena a tomarmos decisões durante toda a nossa vida. Não existem valores ou regras eternas, a partir das quais podemos nos guiar. E isto torna mais importantes nossas decisões, nossos escolhas.
Alguns, no entanto fogem de si mesmos e se refugia na mentira, com o medo da obrigação de fazer de si mesmo alguma coisa e encarar às conseqüências sozinho. A liberdade destes, consiste em escolher a própria escravidão. Além disso, ser autônomo é um desafio que muitas pessoas não conseguem suportar, pois os riscos de enganos, a intranqüilidade, a angústia da decisão e responsabilidade que o ato livre acarreta, faz com que a liberdade seja considerada um pesado encargo do que um privilégio. Por isso, há tantas pessoas que procuram as religiões e ideologias. Elas renunciam a liberdade de pensar e se agarram em idéias pré-concebidas.
Podemos afirmar aqui que, a criatura homem é criador de si mesmo, ou seja, existir significa criar a si mesmo, criar o sentido que sua vida terá e decidir até que ponto você pode ser livre e independente.
E começa a jornada…
Sabemos que é difícil e complicado para o homem viver em um mundo sem certezas. Mas assim como o homem ficou aturdido, mas depois se acostumou, quando descobriu que a Terra não é o centro do Universo, ele deve se acostumar com a noção de que não existe uma verdade, só a limitada interpretação criada por nós, que chamamos de realidade.
E então, devemos olhar este mundo e saber que ele está dentro de nós e que se pode mudar o mundo na mudança da mente, igualmente como já dizia Gabriel “o pensador”: “muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente”.
Com esta mudança de pensamento, você passa a olhar para o mundo de forma diferente, e começa a perceber que quando se olha para o mundo, olha-se a si mesmo, porque a vida é um reflexo de sua personalidade. E quando você estuda o universo, acaba por descobri a si mesmo.
Outro ponto que quero destacar é o fato de ocuparmos mais da metade de nossas vidas com coisa das quais não gostamos de fazer e só fazemos porque a sociedade diz que tais valores têm valor. É preciso indagar e questionar tais valores e crenças, como casamento, família, etc.
E a adoção de tal atitude indica algo bastante precioso: que você não se contenta com as crenças ou opiniões preestabelecidas. E você tem um desejo de saber. Este amor à sabedoria faz de você um filosofo (pois em grego, filosofia quer dizer exatamente isto, “amor à sabedoria”).
E este questionamento que este texto traz, faz com que as idéias do homem que estavam fora de lugar, agora sejam colocadas em ordem. A realidade estava do lado de fora, vista como algo “real”, agora a realidade está dentro de nós, uma criação nossa que começa e termina dentro da nossa mente. Os valores estavam em um altar e agora foram colocadas no seu devido lugar, no banco dos réus.
Isso inaugura uma nova maneira de se ver e analisar a “realidade” e nós mesmos. Isto te faz ter como princípio de sua filosofia você mesmo, tendo diante da vida uma flexibilidade livre das amarras dos tabus da sociedade. E assim, você se torna também autônomo, ou seja, aquele que tem o poder para dar a si mesmo regras e leis.
Tendo então, consciência de tais idéias, você acorda do coma profundo em que a sociedade lhe colocou. E desperta para conhecer a si mesmo, para criar a sua filosofia, para não viver mais em uma vida congelada pela tradição, mudando sempre rumo a uma continua evolução. Criando sua vida da sua melhor forma, independente de tudo, sem nunca se apegar a uma única ideologia ou “verdade”, nem mesmo a este texto, pois ele não é um destino e sim uma jornada de uma viagem que pode ter iniciado neste texto, mas com certeza, não acaba nele.
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