Janeiro de 2010


Foi-se o tempo em que fazer check up significava ser submetido a uma bateria infindável de exames. A moderna medicina reconhece que a checagem do estado geral da saúde de um indivíduo passa, em primeiro lugar, por avaliação clínica extremamente personalizada, considerando o sexo, a faixa etária, o histórico familiar, os hábitos e eventuais sintomas apresentados. “Da mesma forma, os exames complementares são customizados para a realidade de cada paciente”, destaca o cardiologista Bruno Ganem, gerente médico da Gestão Saúde da Amil Brasília.

Com o aumento da expectativa de vida, a detecção precoce de doenças é tema constante. “Há uma notória mudança no comportamento das pessoas. Se antes a maioria buscava o médico apenas diante de sintomas impossíveis de serem administrados, cresce o número de pacientes que realizam visita periódica ao médico assistente com o objetivo de verificar se tudo realmente corre bem”, comenta o especialista.

Vale a Pena - O rastreamento de alterações é de extrema valia, desde que siga protocolos validados internacionalmente. “Na prática isso quer dizer que a realização dos exames tem que levar em consideração o perfil do cliente, especialmente quando falamos de uma população que não apresenta sintomas”, esclarece Dr. Ganem.

Um exemplo claro é o papanicolau, teste que deve ser feito anualmente em mulheres sexualmente ativas para detecção do câncer de colo de útero - que apresenta elevadas chances de cura desde que diagnosticado na fase inicial. “Outra ameaça detectada no mesmo teste é o HPV, cujos subtipos de alto risco estão diretamente ligados ao desenvolvimento do câncer”, destaca Dr. João Nunes, do Centro de Câncer de Brasília.

Ainda sobre saúde da mulher, é destacável o benefício trazido pela avaliação clínica das mamas, realizada anualmente por profissional de saúde, a partir dos 40 anos. Já a mamografia tem importante função a partir dos 50, devendo ser repetida a cada dois anos. Para mulheres com casos da doença na família, a conduta é diferente, reforçando a necessidade de se adotar um olhar individualizado. “Exames simples com aferição de pressão arterial e testes dos níveis de glicemia e colesterol já colaboraram para a detecção de doenças sistêmicas, como hipertensão e diabetes em homens e mulheres, possibilitando assim o manejo precoce e a preservação da qualidade de vida”, reforça Ganem.

No Comando - Dr. Ganem destaca que o bom check up é seguido de orientações também personalizadas. “O indivíduo deve estar aberto à mudança de hábitos, pois a vida que se leva no dia-a-dia é determinante para a longevidade. Como diz o ditado, um infarto não ocorre de repente - leva anos para ser formado”, destaca.

De nada adianta ir ao médico regularmente sem combater os principais riscos à saúde: o sobrepeso e a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, entre outros. “É igualmente importante observar os sinais que o organismo emite e não se automedicar”, complementa o cardiologista.

Carla Furtado
AthenaPress

1-Todos nós ao nascer ganhamos um espelho. Esse espelho é, então, colado em nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no espelho do outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse: “Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda”. Viver considerando isso desenvolve nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros…
2-Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Viver consciente disso desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.
3-Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo. Viver assim torna a pessoa mais atenta e cuidadosa para com toda a sua existência.
4-Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, por intermédio de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima. Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.
5-Tudo no Universo tem duas polaridades: yin/yang, masculino/feminino, positivo/negativo etc. As emoções e os sentimentos também têm duas polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria, do medo é a coragem, da raiva é a energia de realização, do ódio é o amor e o perdão, da ansiedade e da angústia é a calma e o centramento, da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo. Enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar constantemente reequilibrando essas polaridades. Os hindus diriam que devemos estar sempre transmutando Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os pensamentos, sentimentos e atos densos, limitadores e negativos, para as freqüências mais sutis. Viver assim economiza um bocado de energia. Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e dar a volta por cima do que ficar naufragando constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.
6-Desenvolva a neutralidade e a observação. Os índios chamam isso de “visão da águia”: sair voando de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa vida -onde estamos imersos até o pescoço- sentar na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos até o pescoço, qualquer ondinha nos parece um vagalhão, mas quando nos sentamos à beira do rio, a ondinha novamente vira ondinha, e aí podemos ter uma perspectiva mais correta e um envolvimento menos sofrido com as coisas. Isso desenvolve uma profunda consciência da relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte, o redimensionamento da nossa identificação e envolvimento com a transitoriedade da vida.
7–Evite as comparações. Lembra do “jardim do vizinho que é sempre mais bonito”? Ledo engano! Grande armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar nosso lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto de nós… Considerar esse fato, livra você do peso dos julgamentos alheios e lhe torna mais centrado em seu próprio eixo.
8-Os hindus dizem que todas as doenças que existem -sejam físicas, emocionais, psíquicas ou energéticas- derivam, de uma forma ou de outra, de uma única doença: a ignorância de nossa natureza real, a Unidade (eles chamam essa ignorância de avidya e a Unidade de Brahman). Toda a criação é uma grande web onde tudo é interagente, interdependente e holográfico. Realmente não estamos irremediavelmente presos a tempo e espaço e às três dimensões (não só as antigas tradições, mas a física quântica atual afirma amplamente essa questão). Considerando nossa natureza una, saiba que não há nada fora de você que você precise obter que já não tenha. Está tudo dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa relembrar sua natureza original, que está pulsando em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade já estão dentro de você, sempre. Você decididamente não é um pecador. Você não é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela poeira desta ignorância primordial. Passar a considerar essas verdades milenares em nossa vida cotidiana desenvolve nossa co-participação consciente no Universo nos seus mais diversos níveis de existência.
9-Todo o Universo é consciente! Cada pessoa, cada animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada átomo, cada galáxia… A consciência não é um privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos veículos onde esta Consciência se expressa. Essa é a chamada onipresença e onisciência de Deus. Os índios têm formas sofisticadas de entrar em contato e interagir com a consciência subjacente à Natureza. Viver considerando esse fato torna sua vida muito mais respeitosa, consciente e responsável.
10-Quando a vida nos apresenta algum evento desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto, normalmente o que é acionado em nosso corpo/mente é o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está sempre pronta para desencadear ação. Mas a verdade é que na maior parte das vezes não seria necessário lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a partir daí agir com consciência, ou então deixar os acontecimentos se desenrolarem naturalmente. Vamos investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou TaiChiChuan!s. Dessa forma, em todos os níveis e setores da nossa vida, podemos integrar firmeza e simultaneamente relaxamento - só firmeza gera rigidez e só relaxamento gera moleza!
11-Adote a pergunta: “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está sempre fazendo suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que você deseja pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos à Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir essa virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar situações que vão te fazer desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que estará o seu aprendizado. Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias lhe trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e equilibrada. Esse procedimento, com certeza, vai aumentar enormemente a qualidade de sua consciência e a conseqüente percepção dos movimentos da vida e de seu sentido.
12-Gastamos grande tempo mental ficando angustiados por um passado que não podemos mais mudar e/ou ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou. Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E aí duas coisas ocorrem: a) sobra pouco tempo para a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é onde efetivamente a vida acontece; b) quando precisamos da mente para as coisas que ela foi feita para funcionar -a nossa vida humana diária- esta mente tem dificuldade em se concentrar, em estar presente, inteira, poderosa, centrada. Concentrando- nos no presente desfrutamos mais da vida. A meditação é um ótimo treinamento para aprender a viver no presente, nos livrando das pré-ocupações e desenvolvendo uma mente verdadeiramente eficiente.
13-Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do “ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida em nossa cultura a idéia de que para se ganhar alguém precisa perder. É assim que se construiu, por exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo esta filosofia que nosso planeta está sendo distruído. E é desse ganha-perde que estão impregnadas as nossas relações (lembra da lei de Gérson?). Não só no sentido profissional e financeiro, mas também no emocional e no afetivo. É urgente reimplantar- se o “ganha-ganha” nas relações interpessoais e nas relações do homem com a Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho real para nada nem ninguém, em nenhum setor da vida, se este ganho for obtido em detrimento da perda de alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a sociedade para a verdadeira forma de ganhar. Esse procedimento simples pode transformar toda a perspectiva que temos em relação à vida, entendendo e vivendo na prática a grande lei universal de causa e efeito.
14-Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu diz: “Nenhuma folha de grama se mexe sem uma razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente causal. Um outro Mestre disse : “nós falamos com Deus através da oração, e Ele nos fala através da sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era essa qualidade da Criação que fazia com que as artes divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios) funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina este interrelacionamento. Atente para os sinais! O tempo todo o Universo está interagindo com você! Estar atento à sincronicidade desenvolve a intuição e a expansão da percepção do movimento consciente e multidimensional do Universo.
15-E finalmente -e sobretudo- “não faças aos outros o que não queres que te façam” ainda é a regra de ouro.

Por Ernani Fornari (Dharmendra)