Calor, alimentação inadequada e suor são fatores que potencializam a oleosidade da pele. Quando esse excesso beira os olhos e atinge a pálpebra, o risco de desenvolver triquíase é grande. “A triquíase é a alteração na direção dos cílios, que passam a entrar em contato com os olhos”, explica a oftalmologista Patricia Moitinho, especialista em pálpebras do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

A triquíase é causada, muitas vezes, pelo aumento da camada oleosa sobre a pálpebra podendo levar à blefarite, a inflamação dessa região. A alteração incomoda bastante seu portador e pode agredir de forma definitiva a córnea se não for tratada adequadamente, alerta a médica.

Um dos sintomas mais evidentes no quadro de triquíase é a sensação de areia nos olhos causada pelo atrito entre os cílios e a córnea e conjuntiva. Segundo a especialista, a constância deste contato cílios/córnea pode favorecer o aparecimento de vermelhidões oculares, conjuntivites, ceratites (inflamações na córnea) que evoluem, em alguns casos, para um quadro de úlcera nessa região ocular.

Causas – Pessoas com tendência a apresentar pele oleosa, seborréia (caspa) podem desenvolver o quadro de blefarite com mais frequência, causando a granulação nas pálpebras e a inversão dos cílios. Há também casos de pessoas que sofreram traumas ou cortes nessa região e passaram a ter os cílios invertidos. Além disso, os tumores palpebrais também podem favorecer ao surgimento da triquíase. O diagnóstico é feito por meio de um exame de rotina com um oftalmologista, esclarece Patrícia.

Muitas vezes a triquíase é confundida com outra doença palpebral: o entrópio, por exemplo. “Esse caracteriza-se pela inversão da pálpebra e não somente dos cílios, mas pode causar os mesmos danos à córnea já que também há o atrito entre os pelos da pálpebra e a superfície ocular”, alerta. Existe ainda o ectrópio, o oposto do entrópio, ou seja, no desalinhamento da pálpebra inferior, voltando-se para fora. Com isso, descreve a médica, há um fechamento irregular das pálpebras e a distribuição das lágrimas não acontece de forma eficaz. Pessoas em idade mais avançada apresentam com maior frequência tanto o entrópio quanto o ectrópio, constata.

Epilação – Segundo a especialista do HOB, o tratamento mais adequado para a triquíase é a epilação. “Trata-se da retirada dos cílios com cauterização do folículo piloso (raiz do pelo) para evitar que nasça novamente”, explica. Patrícia alerta ainda que diante do incômodo gerado pelo atrito entre os cílios e a córnea, algumas pessoas passam a retirar os pelos com pinças. “Isso é perigoso”, adverte. O hábito de retirar os cílios com a pinça faz os pelos crescerem mais grossos e causarem danos ainda mais expressivos à córnea.

Cuidados – Entre os cuidados que podem ajudar a evitar a oleosidade na região palpebral, amenizar os efeitos da blefarite e impedir o surgimento da triquíase estão:

• Manter as mãos limpas e unhas aparadas quando for fazer a limpeza da região ocular;

• Evitar ingestão de alimentos gordurosos;

• Fazer a limpeza frequente das pálpebras. Em caso de inflamação, aplicar compressas mornas sobre as pálpebras fechadas, durante 2 a 3 minutos, pelo menos duas vezes ao dia;

• Em caso de inflamação nas pálpebras, não use maquiagem, pode agravar

Teresa Cristina Machado / José Jance Marques
Tel.: 55 (61) 3225-1452 / 9983 9395
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Cerca de 50% das mulheres acima de 50 anos
têm algum grau de incontinência urinária

Doenças do trato urinário atingem mais mulheres do que homens, mas na hora de procurar assistência poucas sabem que o urologista é o especialista indicado. “No Brasil, ele ainda é erroneamente associado ao médico que cuida do aparelho reprodutor masculino, como é o ginecologista para a mulher. Na verdade, cabe ao especialista tratar do aparelho urinário masculino e feminino, além do genital masculino”, explica o urologista Ricardo Monteiro, do Programa Total Care, da Amil Brasília.

A incontinência urinária, por exemplo, é uma das doenças urológicas que mais atingem mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, cerca de 20% da população feminina brasileira apresentam o distúrbio, que é caracterizado pela perda involuntária da urina. Após os 50 anos, a incidência sobe: cerca de 50% das mulheres sofrem de algum grau de incontinência.“Os principais fatores de risco são: questões anatômicas, idade, multiparidade (vários partos), obesidade, sedentarismo e tabagismo”, explica Dr. Ricardo. Já as

O tratamento inicial não é feito por cirurgia, como muitos acreditam. Indica-se a fisioterapia urogenital – tratamento clínico que pode ou não ser acompanhado da prescrição de medicamentos. “A definição da conduta terapêutica depende da avaliação clínica da paciente, seu histórico clínico e do resultado do estudo urodinâmico, que é o exame que indica a causa da incontinência”, elucida o médico.

Na Linha de Risco – As mulheres são mais propensas a infecções bacterianas do trato urinário inferior – essas alterações chegam a ser até 20 vezes mais frequentes nelas do que neles, especialmente naquelas com vida sexual ativa.

A falta de informação pode causar demora no diagnóstico de diferentes patologias. Esse atraso agrava infecções, além de piorar problemas como a obstrução do sistema de drenagem da urina - o que em casos mais graves ocasiona até a perda de um rim. Usualmente, elas buscam o ginecologista primeiro. Esse especialista assiste os problemas mais simples, mas costuma encaminhar ao urologista para investigação e diagnóstico.

Carla Furtado
AthenaPress

Cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam alterações oculares. Pais e professores devem aprender a reconhecer os sintomas

Com o início do ano letivo, além da lista de materiais, os pais devem ficar atentos à saúde ocular dos filhos. Isso porque, segundo a Organização Mundial da Saúde, 20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão. Também são as alterações oculares as responsáveis por 22,9% dos casos de desinteresse pelos estudos, de acordo com registros do Ministério da Educação.

Os sintomas em sala de aula são clássicos: as crianças podem apresentar dispersão, dificuldade para enxergar o conteúdo do quadro, lentidão ao copiar as informações e, em alguns casos, chegam a aproximar livros e cadernos para conseguir ler e escrever. De acordo o oftalmologista José Geraldo Pereira, Inob – em Brasília, os professores devem estar preparados para identificar eventuais problemas.

Já os pais, podem observar - além de queda no rendimento ou desinteresse pela escola – alguns outros sinais. A aversão à luz, o lacrimejamento excessivo, olhos mantidos fechados por muito tempo, olhos vermelhos e com secreção, tremor ocular, dor ou coceira também são merecem atenção. “Diante de qualquer alteração, a medida é procurar um especialista o mais rápido possível”, destaca.

Mas, esperar a manifestação de sintomas não é o caminho ideal. Oftalmologistas recomendam que todas as crianças sejam examinadas nos primeiros meses de vida e também ao completarem um, dois, quatro e seis anos. A partir daí, visitas a cada dois anos são suficientes para o adequado monitoramento. “O diagnóstico precoce preserva a qualidade de vida da criança e evita que alguns problemas tragam prejuízo maior na fase adulta”, conclui o especialista.

Carla Furtado
AthenaPress

Todos os valores devem ser desafiados. Nada é pétreo. Tudo deve ser questionado e reavaliado com o fim de libertar nossas mentes .

Abra os olhos e acorde para uma viagem ao limite da linguagem e da existência. Viagem esta, que pede um abandono de seus conceitos, preconceitos e ideologias. E leve somente o seu pensar com suas perguntas.

O primeiro passo nesta jornada é perguntar-se: tenho uma verdadeira percepção da realidade através dos meus sentidos?

Será que posso confiar na minha percepção da realidade?

Todos nos temos a mesma visão da realidade?

O que é real e o que é ilusão?

Será que percebo as coisas como realmente são?

Fazer tais perguntas pode até ser estranho a primeira vista, mas repare nos exemplos a seguir como nossa percepção da realidade pode ser alterada facilmente.

Você já deve ter visto aquelas figuras de ilusões de ótica, que se cria à ilusão de movimento e se altera também, tamanho, forma e cor de modo estranho. Um bom mágico sabe da mesma forma que os nossos olhos podem ser enganados com um bom jogo de espelhos. Além disso, temos sonhos tão reais que ficamos na dúvida se estamos acordados ou dormindo, drogas que nos fazem sentir a realidade de outra forma e até os sentimentos, que dependendo do estado de humor, a realidade pode ser linda como um sonho ou desgraçada como o inferno. Veja como muitas vezes nossos olhos e todos os outros sentidos sentem coisas tão diferentes em relação à mesma coisa.

Essa facilidade de poder alterar a realidade é por que não enxergamos com os olhos e sim com o cérebro. Os olhos só transformam a luz em impulsos nervosos. O cérebro é que entende a imagem da maneira que foi “programado”. Então, a sua percepção de um objeto, não é o objeto em si e sim uma imagem criada pelo nosso cérebro. Neste contexto, o que existe é a nossa percepção do mundo e não o mundo em si.

Essa idéia pode ser muito difícil de acreditar, contudo é ao mesmo tempo praticamente impossível de contesta-lá. Pense comigo. Como é o mundo fora de seu cérebro? Imagine vivendo a realidade sem os olhos para ver, os ouvidos para ouvir, como este mundo se apresentaria para você? Entendeu agora, que o mundo fora do nosso cérebro não tem cheiros, gostos, sons, texturas e até mesmo emoção e razão. Só o que há é matéria e energia sem o menor significado, a nossa mente é que evoluiu para impor uma interpretação específica da realidade de acordo com nossas necessidades.

Nada no universo é, por exemplo, vermelho ou verde em si. O que existe são ondas eletromagnéticas de determinadas freqüências que são captadas pelos nossos olhos e interpretadas de modo a facilitar uma identificação. Assim, objetos que emitem determinadas ondas são chamados de vermelho, e outras com ondas quase nada menores, são chamadas de verde apenas para facilitar uma identificação e diferenciação dos objetos. Para ficar mais claro, quero citar uma anomalia que ocorre em algumas pessoas, o daltonismo, que é a incapacidade para diferenciar cores, ou perceber certas cores, em especial o vermelho. Ou seja, uma pessoa normal ver um objeto de uma cor e uma pessoa daltônica ver o mesmo objeto de uma cor diferente. Isso mostra que as cores não existem, o nosso cérebro é quem nos faz ver desta forma, fora dele não passa de uma simples onda eletromagnética que pode ser interpretada pelo nosso (ou por outro) cérebro de qualquer forma.

A evolução também permitiu adaptamos nossas emoções ao que é benéfico para nós. Assim, as substâncias emitidas por comidas podres são fedorentas para nós e com isso evitamos as bactérias que estão no alimento. O açúcar fornece energia, por isto é gostoso. O sexo é prazeroso por que perpetua a espécie.

Temos que ter em mente também que, nossos sentidos são extremamente limitados. Por exemplo, não vemos todas as cores da escala de coloração e não ouvimos todos as freqüências de sons.

Então, a realidade que vemos nada mais é do que nossa percepção do mundo, no qual, os sentidos e o cérebro influenciam diretamente nesta percepção. Concluímos que: somos prisioneiros dos nossos olhos, não podemos ver como o mundo é realmente, e sim como ele é para nós. O mundo, não passa de uma sensação limitada, que o nosso cérebro interpreta.

Aquilo é, porque dizem que é

Está parte do texto acabará revirando aqueles que se sentem acomodados em uma tradição de valores que lhes possam fornecer uma resposta, um sentido de vida, mesmo que tais valores sejam apenas uma criação, uma invenção deles mesmos, que é sustentado por séculos como verdade.

Os valores são tudo aquilo que você deposita valor, como Deus, céu e inferno, família, filhos, trabalho, dinheiro, diversão, tradição, ideologias, amor, igreja, e as supostas verdades. Ou seja, é a nossa noção de certo e errado, bom e mau. E eles, os valores, fazem toda a diferença na hora de decidir ajudar ou não um amigo, ser leal ou infiel à namorada, demitir ou dar mais uma chance ao empregado. Assim, os valores estão sempre te ajudando nas suas decisões.

Dado este segundo passo nesta viagem, abrimos caminho para uma crítica dos valores estabelecidos, analisando o valor dos valores. Então, pergunta-se: Qual o verdadeiro valor dos valores?

Você viu no começo, que fora de nosso cérebro só há átomos e mais nada. È a nossa consciência que cria sentido para um amontoado de matéria e energia. O que vamos discutir aqui é o sentido, o valor que você dar a este mundo sem sentido. Para ficar melhor de entender preste atenção neste exemplo (que é uma história verídica).

“Uma seita acreditava que como sentido de suas vidas eles tinham que cometer suicídio na passagem do cometa Halley, que para eles era uma nave extraterrestre que iria pegar suas almas para leva-los ao paraíso”. Agora se pergunte: qual o valor deste valor? Todas as pessoas com um pouco de consciência iriam dizer que tal valor é desprezível. Pois ao analisar tais valores, estes não valorizam a vida e a felicidade humana.

È preciso ter em mente que os valores não são eternos, eles não foram entregues a nos por nenhum deus. Nós os criamos ao longo de nossa história. Não seja do tipo que vive preso ao passado, acorrentado pela tradição, em uma forma de vida que repousa na memória e renega o presente. Não fique cego como estes fanáticos que desgraçam com o mundo, com suas podres verdades.

Temos que ter consciência, que os valores nada mais são que uma interpretação feita de uma outra interpretação. Ou seja, se alguém te explica que amor é tal coisa, você fará uma interpretação daquela interpretação que tal pessoa fez do amor. Por este motivo, não há uma coisa a ser interpretada, em vez disso, só o que há são interpretações a serem interpretadas. Este texto, por exemplo, é uma interpretação feita por mim e que agora passa a estar disponível a novas interpretações.

Então, os valores devem ser interpretações que tragam benefícios a vida de todos e a sua própria. Mas tais interpretações não devem ser levadas como verdades, pois toda interpretação é limitada por nossos sentidos e pelo simples fato de que com o tempo surgirá mais interpretação e estas interpretações serão logo em seguida novamente interpretada, e mais uma vez, e outra, e assim por diante, sem uma conclusão. Pois toda interpretação é limitada, sendo assim será ilimitado o número de interpretações.

Isso tudo que já foi escrito nos leva a crer que a vida não tem sentido em si, somos nos que damos sentido a ela. Então, se nós é que damos sentido, temos que avaliar sempre o sentido que estamos dando a vida, já que a vida é como uma folha em branco, e você é quem escreve sua vida, é você que cria a sua vida, como você quer que seja. Cada um de nós tem uma percepção diferente do mundo, visto que somos diferentes por natureza e sendo assim cada um cria a sua realidade diferente, com um sentido diferente.

Devemos então deixar de lado as barreiras que impedem a visão de outras perspectivas em relação à própria vida. Não ser uma parasita da vida e sim oferecer presentes a ela, presentes estes, que não são nada mais que interpretações com o objetivo de dar sentido a vida. È muita ignorância se restringir a uma única visão, quando há uma vida com tantas possibilidades para serem vividas. E você não deve ter somente uma visão do mundo uma vez que quanto maior o número de olhares distintos que saibamos empregar para ver uma mesma coisa, tanto mais completo será nosso “conceito” sobre ela.

Perceba também, que todos os deuses, todos os céus, todos os mundos, estão dentro de nós. Pois o mundo é uma criação do homem, uma criação de nós mesmos, uma idéia nossa de mundo, isto é, o mundo como idéia. Veja que nossa realidade é criada por nós, pois não existe nada além de átomos e espaços vazios, o resto não passa de opinião.

Podemos concluir aqui que: a realidade é relativa em si, ela apresenta-se diferente em cada perspectiva diferente. E que quando falo em realidade, não estou falando em uma realidade e sim em uma das realidades, pois não há somente uma interpretação do mundo e cada uma destas interpretações influencia na realidade vista, ou seja, o observador influencia no objeto observado. Resumindo: o mundo, não passa de uma sensação e a realidade, nada mais é que uma limitada interpretação criada por nós.

Estamos condenados à improvisação

A realidade e os valores não passam de uma criação limitada nossa. E isso nos leva a afirmar que Deus também é criado por nós humanos, para nos dar leis e assim façamos tudo certo, com medo de algum castigo.

O homem criou Deus, e como sempre suas criações tomaram vida, o resultado foi um Deus criado, que controla nossas vidas e tira nossa liberdade. Isso porque, o próprio homem deseja perder sua liberdade, pois não quer ser responsável por sua vida, ele quer leis e regras que o controlem. Tudo isso em nome de uma sociedade dita segura e pacífica.

Mas o homem está condenado a ser livre, mesmo que ele tente mentir para si mesmo e si iludir, sempre ele será livre e responsável por sua vida e destino, só ele e mais ninguém.

Estamos condenados à improvisação. Somos como atores, que são colocados em um palco, sem termos decorado um papel, sem um diretor, sem um roteiro definido que nos diga o que devemos fazer.

Assim, a liberdade do homem torna-se uma maldição e ele sente-se condenado à própria liberdade. Condenado porque, uma vez atirado no mundo, passa a ser livremente responsável por tudo o que faz (esse sentimento é semelhante ao de um jovem que perdeu o pai autoritário e ainda não sabe o que fazer com a sua liberdade).

Acontece que somos indivíduos livres e nossa liberdade nos condena a tomarmos decisões durante toda a nossa vida. Não existem valores ou regras eternas, a partir das quais podemos nos guiar. E isto torna mais importantes nossas decisões, nossos escolhas.

Alguns, no entanto fogem de si mesmos e se refugia na mentira, com o medo da obrigação de fazer de si mesmo alguma coisa e encarar às conseqüências sozinho. A liberdade destes, consiste em escolher a própria escravidão. Além disso, ser autônomo é um desafio que muitas pessoas não conseguem suportar, pois os riscos de enganos, a intranqüilidade, a angústia da decisão e responsabilidade que o ato livre acarreta, faz com que a liberdade seja considerada um pesado encargo do que um privilégio. Por isso, há tantas pessoas que procuram as religiões e ideologias. Elas renunciam a liberdade de pensar e se agarram em idéias pré-concebidas.

Podemos afirmar aqui que, a criatura homem é criador de si mesmo, ou seja, existir significa criar a si mesmo, criar o sentido que sua vida terá e decidir até que ponto você pode ser livre e independente.

E começa a jornada…

Sabemos que é difícil e complicado para o homem viver em um mundo sem certezas. Mas assim como o homem ficou aturdido, mas depois se acostumou, quando descobriu que a Terra não é o centro do Universo, ele deve se acostumar com a noção de que não existe uma verdade, só a limitada interpretação criada por nós, que chamamos de realidade.

E então, devemos olhar este mundo e saber que ele está dentro de nós e que se pode mudar o mundo na mudança da mente, igualmente como já dizia Gabriel “o pensador”: “muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente”.

Com esta mudança de pensamento, você passa a olhar para o mundo de forma diferente, e começa a perceber que quando se olha para o mundo, olha-se a si mesmo, porque a vida é um reflexo de sua personalidade. E quando você estuda o universo, acaba por descobri a si mesmo.

Outro ponto que quero destacar é o fato de ocuparmos mais da metade de nossas vidas com coisa das quais não gostamos de fazer e só fazemos porque a sociedade diz que tais valores têm valor. É preciso indagar e questionar tais valores e crenças, como casamento, família, etc.

E a adoção de tal atitude indica algo bastante precioso: que você não se contenta com as crenças ou opiniões preestabelecidas. E você tem um desejo de saber. Este amor à sabedoria faz de você um filosofo (pois em grego, filosofia quer dizer exatamente isto, “amor à sabedoria”).

E este questionamento que este texto traz, faz com que as idéias do homem que estavam fora de lugar, agora sejam colocadas em ordem. A realidade estava do lado de fora, vista como algo “real”, agora a realidade está dentro de nós, uma criação nossa que começa e termina dentro da nossa mente. Os valores estavam em um altar e agora foram colocadas no seu devido lugar, no banco dos réus.

Isso inaugura uma nova maneira de se ver e analisar a “realidade” e nós mesmos. Isto te faz ter como princípio de sua filosofia você mesmo, tendo diante da vida uma flexibilidade livre das amarras dos tabus da sociedade. E assim, você se torna também autônomo, ou seja, aquele que tem o poder para dar a si mesmo regras e leis.

Tendo então, consciência de tais idéias, você acorda do coma profundo em que a sociedade lhe colocou. E desperta para conhecer a si mesmo, para criar a sua filosofia, para não viver mais em uma vida congelada pela tradição, mudando sempre rumo a uma continua evolução. Criando sua vida da sua melhor forma, independente de tudo, sem nunca se apegar a uma única ideologia ou “verdade”, nem mesmo a este texto, pois ele não é um destino e sim uma jornada de uma viagem que pode ter iniciado neste texto, mas com certeza, não acaba nele.

VOZ DO BRASIL é um boletim que discute questões polêmicas na sociedade, no Estado e na cultura brasileira

Foi-se o tempo em que fazer check up significava ser submetido a uma bateria infindável de exames. A moderna medicina reconhece que a checagem do estado geral da saúde de um indivíduo passa, em primeiro lugar, por avaliação clínica extremamente personalizada, considerando o sexo, a faixa etária, o histórico familiar, os hábitos e eventuais sintomas apresentados. “Da mesma forma, os exames complementares são customizados para a realidade de cada paciente”, destaca o cardiologista Bruno Ganem, gerente médico da Gestão Saúde da Amil Brasília.

Com o aumento da expectativa de vida, a detecção precoce de doenças é tema constante. “Há uma notória mudança no comportamento das pessoas. Se antes a maioria buscava o médico apenas diante de sintomas impossíveis de serem administrados, cresce o número de pacientes que realizam visita periódica ao médico assistente com o objetivo de verificar se tudo realmente corre bem”, comenta o especialista.

Vale a Pena - O rastreamento de alterações é de extrema valia, desde que siga protocolos validados internacionalmente. “Na prática isso quer dizer que a realização dos exames tem que levar em consideração o perfil do cliente, especialmente quando falamos de uma população que não apresenta sintomas”, esclarece Dr. Ganem.

Um exemplo claro é o papanicolau, teste que deve ser feito anualmente em mulheres sexualmente ativas para detecção do câncer de colo de útero - que apresenta elevadas chances de cura desde que diagnosticado na fase inicial. “Outra ameaça detectada no mesmo teste é o HPV, cujos subtipos de alto risco estão diretamente ligados ao desenvolvimento do câncer”, destaca Dr. João Nunes, do Centro de Câncer de Brasília.

Ainda sobre saúde da mulher, é destacável o benefício trazido pela avaliação clínica das mamas, realizada anualmente por profissional de saúde, a partir dos 40 anos. Já a mamografia tem importante função a partir dos 50, devendo ser repetida a cada dois anos. Para mulheres com casos da doença na família, a conduta é diferente, reforçando a necessidade de se adotar um olhar individualizado. “Exames simples com aferição de pressão arterial e testes dos níveis de glicemia e colesterol já colaboraram para a detecção de doenças sistêmicas, como hipertensão e diabetes em homens e mulheres, possibilitando assim o manejo precoce e a preservação da qualidade de vida”, reforça Ganem.

No Comando - Dr. Ganem destaca que o bom check up é seguido de orientações também personalizadas. “O indivíduo deve estar aberto à mudança de hábitos, pois a vida que se leva no dia-a-dia é determinante para a longevidade. Como diz o ditado, um infarto não ocorre de repente - leva anos para ser formado”, destaca.

De nada adianta ir ao médico regularmente sem combater os principais riscos à saúde: o sobrepeso e a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, entre outros. “É igualmente importante observar os sinais que o organismo emite e não se automedicar”, complementa o cardiologista.

Carla Furtado
AthenaPress

1-Todos nós ao nascer ganhamos um espelho. Esse espelho é, então, colado em nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no espelho do outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse: “Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda”. Viver considerando isso desenvolve nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros…
2-Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Viver consciente disso desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.
3-Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo. Viver assim torna a pessoa mais atenta e cuidadosa para com toda a sua existência.
4-Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, por intermédio de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima. Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.
5-Tudo no Universo tem duas polaridades: yin/yang, masculino/feminino, positivo/negativo etc. As emoções e os sentimentos também têm duas polaridades: o outro lado da tristeza é a alegria, do medo é a coragem, da raiva é a energia de realização, do ódio é o amor e o perdão, da ansiedade e da angústia é a calma e o centramento, da baixa auto-estima é a confiança em si mesmo. Enfim, nosso grande trabalho de transmutação é estar constantemente reequilibrando essas polaridades. Os hindus diriam que devemos estar sempre transmutando Tamas e Rajas em Sattwa, isto é, trazendo sempre os pensamentos, sentimentos e atos densos, limitadores e negativos, para as freqüências mais sutis. Viver assim economiza um bocado de energia. Considerando que tudo na vida é passageiro, é mais inteligente procurar mudar a polaridade das coisas e dar a volta por cima do que ficar naufragando constantemente nos mesmos padrões psico-emocionais.
6-Desenvolva a neutralidade e a observação. Os índios chamam isso de “visão da águia”: sair voando de dentro do burburinho dos eventos e, de cima, com uma perspectiva ampla, observar os acontecimentos sem identificação ou julgamentos. Ou, em outro exemplo: sair de dentro do rio caudaloso de nossa vida -onde estamos imersos até o pescoço- sentar na margem e observar. Quando dentro do rio, imersos até o pescoço, qualquer ondinha nos parece um vagalhão, mas quando nos sentamos à beira do rio, a ondinha novamente vira ondinha, e aí podemos ter uma perspectiva mais correta e um envolvimento menos sofrido com as coisas. Isso desenvolve uma profunda consciência da relatividade dos pontos de vista e, por conseguinte, o redimensionamento da nossa identificação e envolvimento com a transitoriedade da vida.
7–Evite as comparações. Lembra do “jardim do vizinho que é sempre mais bonito”? Ledo engano! Grande armadilha! Mal sabemos que o vizinho ao olhar nosso lado também pensa a mesma coisa sobre algum aspecto de nós… Considerar esse fato, livra você do peso dos julgamentos alheios e lhe torna mais centrado em seu próprio eixo.
8-Os hindus dizem que todas as doenças que existem -sejam físicas, emocionais, psíquicas ou energéticas- derivam, de uma forma ou de outra, de uma única doença: a ignorância de nossa natureza real, a Unidade (eles chamam essa ignorância de avidya e a Unidade de Brahman). Toda a criação é uma grande web onde tudo é interagente, interdependente e holográfico. Realmente não estamos irremediavelmente presos a tempo e espaço e às três dimensões (não só as antigas tradições, mas a física quântica atual afirma amplamente essa questão). Considerando nossa natureza una, saiba que não há nada fora de você que você precise obter que já não tenha. Está tudo dentro de você, todo o Universo. Você apenas precisa relembrar sua natureza original, que está pulsando em cada partícula do Universo, em cada pessoa, em cada ser de cada reino. Todo amor, paz e felicidade já estão dentro de você, sempre. Você decididamente não é um pecador. Você não é uma pedra bruta que precisa ser lapidada. Você já é uma jóia pronta, maravilhosa, só que recoberta pela poeira desta ignorância primordial. Passar a considerar essas verdades milenares em nossa vida cotidiana desenvolve nossa co-participação consciente no Universo nos seus mais diversos níveis de existência.
9-Todo o Universo é consciente! Cada pessoa, cada animal, cada planta, cada pedra, cada célula, cada átomo, cada galáxia… A consciência não é um privilégio do cérebro humano, que é apenas um dos veículos onde esta Consciência se expressa. Essa é a chamada onipresença e onisciência de Deus. Os índios têm formas sofisticadas de entrar em contato e interagir com a consciência subjacente à Natureza. Viver considerando esse fato torna sua vida muito mais respeitosa, consciente e responsável.
10-Quando a vida nos apresenta algum evento desconfortável, algum obstáculo ou algum confronto, normalmente o que é acionado em nosso corpo/mente é o “automático” lutar ou fugir. A adrenalina está sempre pronta para desencadear ação. Mas a verdade é que na maior parte das vezes não seria necessário lutar nem fugir, bastaria relaxar e observar, e a partir daí agir com consciência, ou então deixar os acontecimentos se desenrolarem naturalmente. Vamos investir mais nas endorfinas! Faça Yoga ou TaiChiChuan!s. Dessa forma, em todos os níveis e setores da nossa vida, podemos integrar firmeza e simultaneamente relaxamento - só firmeza gera rigidez e só relaxamento gera moleza!
11-Adote a pergunta: “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas (todas mesmo) as coisas que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está sempre fazendo suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que você deseja pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos à Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir essa virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar situações que vão te fazer desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que estará o seu aprendizado. Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias lhe trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e equilibrada. Esse procedimento, com certeza, vai aumentar enormemente a qualidade de sua consciência e a conseqüente percepção dos movimentos da vida e de seu sentido.
12-Gastamos grande tempo mental ficando angustiados por um passado que não podemos mais mudar e/ou ficando ansiosos por um futuro que ainda não chegou. Outra grande parte, ainda, gastamos sonhando acordados, delirando os nossos sonhos e desejos. E aí duas coisas ocorrem: a) sobra pouco tempo para a consciência do aqui-e-agora, o presente, que é onde efetivamente a vida acontece; b) quando precisamos da mente para as coisas que ela foi feita para funcionar -a nossa vida humana diária- esta mente tem dificuldade em se concentrar, em estar presente, inteira, poderosa, centrada. Concentrando- nos no presente desfrutamos mais da vida. A meditação é um ótimo treinamento para aprender a viver no presente, nos livrando das pré-ocupações e desenvolvendo uma mente verdadeiramente eficiente.
13-Infelizmente, ainda vivemos sob a ideologia do “ganha-perde”, ou seja, temos muito incutida em nossa cultura a idéia de que para se ganhar alguém precisa perder. É assim que se construiu, por exemplo, o sistema capitalista. Também é seguindo esta filosofia que nosso planeta está sendo distruído. E é desse ganha-perde que estão impregnadas as nossas relações (lembra da lei de Gérson?). Não só no sentido profissional e financeiro, mas também no emocional e no afetivo. É urgente reimplantar- se o “ganha-ganha” nas relações interpessoais e nas relações do homem com a Natureza. Não existe nenhuma possibilidade de ganho real para nada nem ninguém, em nenhum setor da vida, se este ganho for obtido em detrimento da perda de alguém ou de alguma coisa. Na visão oriental, o Karma Yoga é a técnica que visa reeducar o homem e a sociedade para a verdadeira forma de ganhar. Esse procedimento simples pode transformar toda a perspectiva que temos em relação à vida, entendendo e vivendo na prática a grande lei universal de causa e efeito.
14-Atente para a sincronicidade. Uma escritura hindu diz: “Nenhuma folha de grama se mexe sem uma razão”. Nada é casual, mas tudo é intrinsecamente causal. Um outro Mestre disse : “nós falamos com Deus através da oração, e Ele nos fala através da sincronicidade”. O Dr. Jung percebeu que era essa qualidade da Criação que fazia com que as artes divinatórias (I Ching, Tarot, Runas, Búzios) funcionassem. Todo o Universo é Um, portanto tudo é interrelacionado. E a Lei do Karma é quem disciplina este interrelacionamento. Atente para os sinais! O tempo todo o Universo está interagindo com você! Estar atento à sincronicidade desenvolve a intuição e a expansão da percepção do movimento consciente e multidimensional do Universo.
15-E finalmente -e sobretudo- “não faças aos outros o que não queres que te façam” ainda é a regra de ouro.

Por Ernani Fornari (Dharmendra)

Dr. Arnaldo Lichtenstein

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de
Medicina, lanço a pergunta:
“Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?”
Alguns arriscam: “Tumor na cabeça:”.Eu digo: “Não”.Outros apostam: “Mal de
Alzheimer”.
Respondo, novamente: “Não”.
A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando
enumero os três responsáveis mais comuns: diabetes descontrolado; infecção
urinária; a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos
ficaram em casa.

Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem sentir sede,
deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa para lembrá-los,
desidratam se com rapidez. A desidratação tende a ser grave e afeta todo o
organismo. Pode causar confusão mental abrupta, queda de pressão arterial,
aumento dos batimentos cardíacos (”batedeira”), angina (dor no peito), coma
e até morte.

Insisto: não é brincadeira.
Ao nascermos, 90% do nosso corpo é constituído de água.
Na adolescência, isso cai para 70%.
Na fase adulta, para 60%.
Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos pouco mais de 50% de água.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento.
Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva hídrica. Mas há outro
complicador: mesmo desidratados, eles não sentem vontade de tomar água,
pois os seus mecanismos de equilíbrio interno não funcionam muito bem.

Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles
que verificam a adequação do nível. Quando ele cai, aciona-se
automaticamente um “alarme”. Pouca água significa menor quantidade de
sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por
isso, o corpo “pede” água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente
sede e sai em busca de líquidos.

Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de
falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas.
Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam
movimentar-se até para ir tomar água.

Conclusão:idosos desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva
hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu
corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de
grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao sol.
Basta o dia estar quente - e o verão já vem aí - ou a umidade do ar baixar
muito - como tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se
mais água pela respiração e pelo suor.
Se não houver reposição adequada, é desidratação na certa. Mesmo que o
idoso seja saudável, fica prejudicado o desempenho das reações químicas e
funções de todo o seu organismo.

Por isso, aqui vão dois alertas.
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário o hábito de beber
líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido
entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite. Sopa, gelatina e frutas
ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também
funcionam. O importante é, a cada duas horas, botar algum líquido para
dentro. Lembrem-se disso!

Meu segundo alerta é para os familiares:
ofereçam constantemente líquidos aos idosos.Lembrem-lhes de que isso é
vital. Ao mesmo tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando
líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do
ar, atenção. É quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de
desidratação. Líquido neles e rápido para um serviço médico.

Arnaldo Lichtenstein (46), médico, é clínico-geral do Hospital das Clínicas
e professor colaborador do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Texto enviado por
Armando Benetollo
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